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Vorcaro bancava Castro no exterior, e relação facilitou aportes ao RioPrevidência, diz PF

Para a corporação, ex-governador do RJ e banqueiro tinham ‘vínculo pessoal estreito’ que permitiu nomeações estratégicas no fundo

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, tinha um vínculo pessoal estreito com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que financiava suas despesas no exterior.
  • A relação entre Castro e Vorcaro facilitou aportes bilionários do RioPrevidência e nomeações estratégicas em cargos-chave da instituição.
  • Investigações apontam que decisões de investimentos foram feitas em desacordo com normas regulatórias, beneficiando o Banco Master.
  • A Polícia Federal investiga transferências de cerca de R$ 3 bilhões do RioPrevidência para fundos vinculados ao Banco Master, com buscas e apreensões autorizadas pelo STF.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Esta é a segunda vez em 11 dias em que Cláudio Castro é alvo de buscas da Polícia Federal Joédson Alves/Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) tinha um “vínculo pessoal estreito” com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que, além de manter encontros “frequentes”, bancava os gastos do político no exterior, aponta a Polícia Federal. Segundo as investigações, a relação dos dois viabilizou o alinhamento político necessário para os aportes bilionários do Rioprevidência.

Além da facilitação da liberação dos investimentos, a proximidade entre Vorcaro e Castro foi estratégica para a nomeação de dirigentes do Rioprevidência em cargos-chave, como presidência, diretoria de investimentos e gerência de investimentos.


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Os indicados eram responsáveis por assegurar que as decisões de credenciamento e de aplicação de recursos previdenciários fossem conduzidas em “desconformidade com a política de investimentos e com as normas regulatórias, mas em consonância com os interesses do Banco Master”.

“Os indícios apontam, ainda, para a continuidade das aplicações mesmo diante de alertas formais de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis, viabilizando-se a manutenção do fluxo de recursos públicos para operações classificadas como temerárias e desprovidas de justificativa técnica”, detalha a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).


‘Sem intercorrência’

Em nota, o advogado de Cláudio Castro, Carlo Luchione, informou que as buscas na casa do político ocorreram “sem qualquer intercorrência” e que o investigado colaborou com as investigações. Segundo a defesa, a decisão de André Mendonça ainda está sendo analisada para definir quais medidas serão tomadas.

Ao Balanço Geral, o advogado do ex-governador comentou a operação da PF. “Assim como a outra operação, foi uma surpresa. Não conseguimos entender ainda que tipo de envolvimento podem ter atribuído a ele. Nós ainda não tivemos acesso à decisão. Isso está sendo pedido nesse momento ao ministro André Mendonça. As buscas ocorreram sem nenhuma anormalidade. Cláudio participou com serenidade. E agora vamos buscar entender para tomar nossas providências”, declarou.


Operação Compliance Zero

Em uma nova fase da operação Compliance Zero, a Polícia Federal investiga possíveis transferências de recursos do estado fluminense para fundos vinculados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O ex-governador, que está entre os alvos, teria direcionado cerca de R$ 3 bilhões ao conglomerado controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro por meio de diferentes movimentações financeiras. Os recursos seriam oriundos do Rioprevidência, que gerencia os pagamentos feitos a aposentados e pensionistas do estado.


Esta é a segunda vez em 11 dias que Castro é alvo de buscas da PF. Em 15 de maio, durante a Operação Sem Refino — que investiga possíveis ligações da gestão do ex-governador com o Grupo Refit —, os agentes apreenderam o celular e um tablet do político.

A PF cumpre 10 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro. O imóvel de Casto, uma cobertura de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, entre os locais visitados pelas equipes de investigadores. A autorização para a força-tarefa partiu do ministro André Mendonça.

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