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Risco de desgaste com maioridade penal adiou PEC da Segurança para depois da eleição

Negociação de Alcolumbre com a oposição não avançou; avaliação foi de que votação traria mais prejuízo eleitoral que benefício a Lula

Brasília|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O adiamento da votação da PEC da Segurança Pública foi decidido para evitar desgaste eleitoral devido à discussão sobre a maioridade penal.
  • O presidente da CCJ, Otto Alencar, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiram postergar a votação após negociações com a oposição não avançarem.
  • O impasse surgiu quando a oposição propôs emenda para reduzir a maioridade penal, o que gerou resistência e adiou a votação para após o segundo turno das eleições.
  • O presidente Lula planejava aprovar a PEC para anunciar um novo Ministério da Segurança Pública, mas o adiamento frustrou esses planos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Senado
Camilo Santana apresentou emenda propondo a redução para 16 anos em casos de crimes hediondos Waldemir Barreto/Agência Senado - 15.10.2026

O risco de transformar a votação da PEC da Segurança Pública em uma disputa sobre redução da maioridade penal pesou na decisão de deixar a proposta para depois do segundo turno.

Segundo o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), a avaliação foi de que insistir na aprovação antes da eleição poderia causar mais desgaste ao governo do que ajudar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Otto afirmou que conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na manhã desta segunda-feira (19). Segundo ele, a negociação com a oposição não avançou para que a maioridade penal fosse discutida separadamente da PEC.

Sem esse entendimento, a proposta ficará para depois da votação de domingo (25).

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O adiamento frustra o plano de Lula de aprovar a PEC a tempo de anunciar um Ministério da Segurança Pública antes do segundo turno. O presidente vinculou a criação da pasta à conclusão da votação no Congresso.

Maioridade penal

O impasse começou na semana passada, quando a oposição apresentou uma emenda para incluir a redução da maioridade penal na PEC da Segurança.

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A proposta de Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, estabelece responsabilização criminal a partir dos 16 anos, como regra geral, e dos 14 anos em situações como crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações ou associações criminosas.

Camilo Santana (PT-CE), líder do PT no Senado, reagiu com uma alternativa: reduzir a maioridade para 16 anos em casos de crimes hediondos. O senador reuniu 27 assinaturas e protocolou a emenda, mas a iniciativa encontrou resistência dentro do próprio partido.

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A votação estava prevista para quinta-feira (15), depois da aprovação de um calendário especial que permitiria realizar os dois turnos no mesmo dia.

Durante a sessão, Alcolumbre cobrou a apresentação de um relatório antes de qualquer deliberação. Depois, retirou a PEC da pauta e afirmou que aguardaria um entendimento entre os senadores.

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