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STF começa a julgar equiparação de licença-maternidade para mães biológicas e adotivas

Moraes votou para padronizar as regras: 120 dias de licença paga, podendo se estender por mais 60 dias, para todas as mães

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • STF iniciou julgamento sobre equiparação de licenças para mães biológicas e adotivas.
  • Ministro Alexandre de Moraes votou por padronizar a licença-maternidade em 120 dias, com possível extensão de 60 dias.
  • A PGR defende unificação dos direitos e equiparação dos prazos para mães biológicas e adotivas.
  • Moraes foi acompanhado pelos ministros Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Flávio Dino na decisão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O julgamento trata de regras que estabelecem prazos e benefícios distintos Rosinei Coutinho/STF - 23.05.2026

O STF (Supremo Tribunal Federal) começou a discutir, nesta quarta-feira (16) se há diferença nas regras de licença-maternidade e paternidade aplicadas no país. O julgamento foi suspenso e deve ser retomado na semana que vem.

A sessão trata de regras que estabelecem prazos e benefícios distintos dependendo de se a criança é biológica ou adotiva, além das divergências entre trabalhadoras da iniciativa privada (CLT), servidoras públicas civis e militares.


A ação foi apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), que aponta tratamento discriminatório e defende a unificação dos direitos.

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A PGR argumenta que o foco da licença deve ser a proteção à criança e pede a equiparação total dos prazos para mães biológicas e adotivas, além da possibilidade de compartilhar parte do período de afastamento entre os pais.


O caso é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes e havia começado a ser analisado no plenário virtual, mas foi levado para o julgamento presencial após um pedido de destaque do próprio relator.

Moraes já votou contra qualquer tipo de diferenciação entre mães biológicas e adotivas. No entanto, defendeu que não é possível equiparar os prazos das trabalhadoras com carteira assinada (CLT) aos das servidoras públicas estatutárias, e rejeitou o compartilhamento livre da licença entre o casal.


No plenário, Moraes foi além e defendeu que todas as mães tenham direito ao mesmo tempo de licença-maternidade, não importa se são celetistas, servidoras públicas ou autônomas.

O ministro votou para padronizar as regras: 120 dias de licença paga, podendo se estender por mais 60 dias, para todas as mães — sejam biológicas ou adotivas e independentemente do tipo de trabalho.


Moraes foi seguido pelos ministros Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Flávio Dino.

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