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STF terá audiência nesta terça para discutir ressarcimento das vítimas do INSS

Reunião foi convocada pelo ministro Dias Toffoli, que é relator de uma ação sobre o tema

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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A reunião foi convocada pelo ministro Dias Toffoli, que é relator de uma ação sobre o tema Rosinei Coutinho/STF - 02.03.2025

O STF (Supremo Tribunal Federal) vai promover nesta terça-feira (24) às 15h, uma audiência de conciliação para discutir atos praticados pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) em descontos irregulares e não autorizados em aposentadorias e pensões pagas pela autarquia. A reunião foi convocada pelo ministro Dias Toffoli, que é relator de uma ação sobre o tema.

Deverão participar representantes da União, do INSS, da Defensoria Pública da União e do Ministério Público Federal.

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Recentemente, o ministro suspendeu a contagem do prazo para que as vítimas da fraude possam recorrer à Justiça com pedidos de indenização.

Toffoli tomou essa decisão para evitar que advogados usem processos de forma abusiva, garantir os direitos das pessoas lesadas, proteger os bens do Estado e dar mais segurança jurídica para a sociedade.

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Entre os assuntos que devem ser tratados na audiência, estão a abertura de crédito extraordinário para o custeio das reparações necessárias para pedido de indenização.

Dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) apontam que mais de 4,1 milhões de ações previdenciárias estão em tramitação no país.

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Ao mesmo tempo, é estimado que aproximadamente 9 milhões de descontos associativos foram implementados nos benefícios pagos pelo INSS nos últimos cinco anos, o que, segundo a AGU, mostra a possibilidade de aumento no volume de litígios.

‘Interpretações conflitantes’

Em documento enviado ao Supremo, a AGU pontuou que as decisões nas demais instâncias judiciais têm “apresentado interpretações conflitantes sobre os requisitos, fundamentos e extensão da responsabilidade da União e do INSS por atos fraudulentos de terceiros”.

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A AGU sustentou que o cenário de judicialização descontrolada sinaliza um risco concreto de “colapso do sistema de Justiça” e comprometimento da capacidade operacional do INSS em responder adequadamente às demandas judiciais.

Algumas das decisões, conforme a AGU, têm atribuído ao Estado e ao instituto o pagamento em dobro do valor a ser ressarcido pelos descontos ilegais.

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