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Dino diz ser alvo de ‘agressões e injustiças’ após operação contra fonte de jornalista

Depois de ação da PF contra ex-secretário suspeito de perseguição, ministro afirma suportar ataques em silêncio devido ao cargo

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Dino, ministro do STF, afirma ser alvo de "agressões e injustiças" após operação da PF contra fonte de jornalista.
  • A operação foi ordenada por Alexandre de Moraes e criticada por entidades da imprensa por ameaçar a liberdade de imprensa.
  • Dino expressou que, devido ao seu cargo, deve suportar ataques em silêncio e não participar de debates públicos.
  • O ministro defende sua biografia e atuação profissional de 37 anos como sua maior defesa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

'Minha biografia e atuação profissional são a minha maior defesa', diz o ministro do STF Rosinei Coutinho/STF - 04.09.2025

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quinta-feira (13) que é alvo de “agressões e injustiças” após a operação da PF (Polícia Federal) que mirou fonte de jornalista por suposta perseguição ao magistrado.

Na última terça-feira (11), o ministro Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão contra um ex-secretário do governo do Maranhão, apontado como fonte de informações de um repórter que havia publicado matéria sobre o uso de carros oficiais pela família de Dino.


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A medida foi criticada por entidades da imprensa, que sustentam que a ação ameaça a liberdade de imprensa ao violar o sigilo da fonte.

“Minha atual função de juiz impede-me de participar cotidianamente de apaixonados debates públicos. Isso inclui suportar calado agressões e injustiças, assistir a distorções monumentais quanto a fatos, acompanhar perplexo a exposição de interpretações absurdas”, escreveu Dino em publicação nas redes sociais.


Ao se manifestar sobre o tema, o ministro disse que poderia se “pronunciar abertamente, com mais frequência” se ocupasse outra função. “Agora isso pode até acontecer, mas muito excepcionalmente. Faz parte do ônus do meu ofício. E assumo tal ônus com gosto, em face da responsabilidade com que exerço a jurisdição”, declarou.

“De todo modo, a minha biografia e a minha atuação profissional, em 37 anos de serviço público, são a minha maior defesa”, concluiu.

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