Tabata Amaral defende PL sobre antissemitismo: ‘Comunidades judaicas estão sofrendo perseguição’
Em exclusiva ao ‘Link News’, deputada atribui críticas a notícias falsas e diz que objetivo do projeto não é condenar quem denuncia ataques de Israel
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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Um projeto de lei que “define antissemitismo com a finalidade de instruir as políticas públicas nacionais” foi apresentado ao Congresso Nacional, no último dia 26 de março, pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Com exclusividade ao Link News, a parlamentar afirma que o objetivo do PL 1.424/2026 é “romper tabus” por meio da promoção de políticas educacionais sobre o preconceito contra judeus.
Ela atribui a recepção negativa de alguns setores a “muita fake news” sobre a proposta. “Esse projeto não trata da criação de um novo crime. Ele não altera o que já está na lei. Antissemitismo, o preconceito, a discriminação, o ódio contra judeus, já é crime no Brasil.” Segundo Tabata, o texto apenas estabelece uma definição “bastante consensuada mundo afora” sobre o tema.

“Até para deixar muito claro que antissemitismo é uma coisa. Crítica ao Estado, ao governo de Israel, aos crimes que estão sendo cometidos mundo afora, é outra coisa”, reforça. A parlamentar diz que o último fim de semana “deixou claro para quem tinha dúvida que comunidades judaicas no nosso Brasil estão sofrendo perseguição, estão sofrendo preconceito e discriminação por serem quem são”.
Neste sábado (4), um bar no Rio de Janeiro se tornou alvo de repercussão e foi multado após exibir uma placa proibindo a entrada de cidadãos dos Estados Unidos e Israel. O Ministério Público classificou este e outro caso ocorrido em uma padaria como crimes. “Essa mesma firmeza moral que a gente precisa ter para condenar uma atrocidade que acontece, a gente precisa ter para garantir que nenhum brasileiro [...] está sofrendo preconceito”, afirma a deputada.
Perguntada sobre o recuo de oito parlamentares, que haviam participado da assinatura do projeto e posteriormente retiraram seus nomes, Tabata afirma lamentar que, ao falar de direitos humanos, de proteção e de segurança, alguns se atenham a posições de direita e esquerda e prefiram olhar para a coloração partidária.
Ainda na entrevista desta quarta-feira (8), Tabata comentou a ampliação da licença-paternidade — projeto do qual diz “se orgulhar muito” — e as metas do novo PNE (Plano Nacional de Educação), que prevê um investimento de 10% do PIB do Brasil em educação até 2036. “É possível”, defende, “mas a gente vai precisar de muito mais compromisso com a educação do que a gente viu nos últimos anos.”
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