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Tarifaço dos EUA: CNI propõe plano emergencial para socorrer setor

A ofensiva comercial norte-americana vai impor uma alíquota adicional de 25% sobre produtos brasileiros

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CNI propôs ao governo federal uma nova missão temporária na Nova Indústria Brasil (NIB) para apoiar setores afetados por tarifas dos EUA.
  • Os EUA impuseram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, impactando 26,2% das exportações para o mercado americano.
  • O presidente da CNI se reuniu com autoridades brasileiras para formar um grupo de trabalho conjunto e discutir ações emergenciais.
  • A CNI destaca a importância de negociações bilaterais com os EUA para preservar a relação econômica entre os dois países.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Entidade defende criação de uma sétima missão temporária com o objetivo de socorrer os setores Divulgação/Agência Brasil - Arquivo

Em reação ao anúncio de novas barreiras comerciais pelos Estados Unidos, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) apresentou uma proposta ao governo federal para ampliar as diretrizes da NIB (Nova Indústria Brasil) — plano de implementação de uma nova política industrial no país.

A entidade defende a criação de uma sétima missão temporária dentro do programa com o objetivo de socorrer os setores industriais afetados pelo aumento de tarifas anunciado pela Casa Branca, que ameaça atingir US$ 11 bilhões em exportações do país.


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A ofensiva comercial dos EUA vai impor uma alíquota adicional de 25% sobre produtos que representam 26,2% do total das vendas externas da indústria brasileira para o mercado norte-americano.

Diante do cenário, o presidente da CNI, Ricardo Alban, reuniu-se na manhã desta sexta-feira (17) com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Rosa, para articular a formação de um grupo de trabalho conjunto.


Missão

Lançada em plano de neoindustrialização com vigência até 2033, a NIB completou dois anos de existência em janeiro de 2026 e conta atualmente com seis missões estruturantes e cerca de R$ 750 bilhões em linhas de crédito.

A proposta da CNI prevê um convênio com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) para formular esta nova linha de ação emergencial.


“A NIB, assim como toda política industrial, precisa ser dinâmica, atualizada e trazer respostas para situações específicas e complexas que o Brasil enfrenta”, afirmou Ricardo Alban.

Segundo o dirigente, a intenção é desenhar o plano de suporte em parceria com o governo, sindicatos, associações setoriais e as 27 federações estaduais de indústria.


Alban também fez um apelo para que o debate técnico seja preservado do ambiente de disputas eleitorais. “Neste momento, o mais importante é que nem o ano eleitoral, nem questões políticas interfiram em um debate que exige responsabilidade, equilíbrio e visão de longo prazo”, defendeu.

Diplomacia

Mesmo com a articulação interna para mitigar os prejuízos e blindar as empresas afetadas, a CNI destacou que a criação da nova missão na NIB não anula as frentes diplomáticas.

A confederação reforçou que o país deve intensificar as negociações bilaterais diretas com Washington na tentativa de encontrar uma saída negociada e preservar a relação econômica e de complementaridade comercial construída entre o Brasil e os Estados Unidos ao longo das últimas décadas.

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