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Taxa das blusinhas fez com que ‘popularidade do governo caísse muito’, diz economista

Para Marcelo Bassani, decisão de zerar imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 é medida eleitoreira

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente Lula da Silva assina medida que zera a "taxa das blusinhas" de 20% sobre importações até US$ 50.
  • A decisão é vista como estratégia eleitoral a menos de cinco meses das eleições presidenciais.
  • Economista Marcelo Bassani afirma que a taxa foi criada para proteger a indústria nacional, mas gerou descontentamento.
  • Outros tributos, como ICMS e PIS/Cofins, continuam a ser cobrados, apesar da isenção do imposto de importação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (12) uma medida provisória que zera a “taxa das blusinhas”, imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas. Em entrevista ao Jornal da Record News, o economista Marcelo Bassani avalia que a decisão seria uma medida que visa as eleições presidenciais do segundo semestre.

“É muito mais uma decisão visando as eleições deste ano. Afinal de contas, é uma medida que acaba de ser tomada há menos de cinco meses das eleições. E vale lembrar que foi este mesmo governo que, há cerca de dois anos, colocou esta taxa. Na época, ele alegou que era para defender a indústria, defender o varejo nacional em relação aos produtos que eram importados na época em que não tinham essa taxação. Isso daí fez com que a popularidade do governo caísse muito”, explica.


Governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com a 'taxa das blusinhas' Wallison Breno/PR

Somente nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre compras internacionais, segundo a Receita Federal. Bassani analisa que, caso Lula seja reeleito, a taxação precisará ser revista.

“É uma medida para poder pegar aquela parte da população que ficou machucada em pagar mais caro, em ter esse aumento de consumo por parte de ser um produto importado, que propriamente com a responsabilidade fiscal no fim do dia.”


Apesar da isenção do imposto federal de importação, outros tributos, como ICMS e PIS/Cofins, continuarão sendo cobrados normalmente.

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