‘Impressão que passa é que a PF está promovendo uma pesca probatória’, diz defesa de Lulinha
Inquérito vai investigar contratos do Ministério da Saúde para fornecimento de cannabis
Brasília|Do R7, em Brasília
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Após a abertura do inquérito da Polícia Federal para investigar Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a defesa afirmou que a decisão causa estranheza, mas que recebeu a informação com tranquilidade.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho disse que a PF (Polícia Federal) precisa usar a independência e a autonomia que tem com responsabilidade e ainda falou em “pesca probatória” — expressão utilizada no meio jurídico para se referir a uma busca genérica por provas sem indícios concretos.
“É estranha a notícia sobre a instauração de um novo inquérito, a impressão que passa que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de fishing expedition, uma pesca probatória. ‘Não achei nada aqui e vou procurar ali’. Isso é muito grave”, comentou.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou, nessa quinta-feira (30), a abertura do inquérito após pedido da PF para investigação de contratos do Ministério da Saúde para o fornecimento de cannabis.
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O advogado ressaltou que nada foi encontrado nas investigações relacionadas às fraudes do INSS e defendeu que o cliente não tem relação com os negócios da sua amiga, a empresária Roberta Luchsinger, que teria apresentado o filho de Lula ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
No documento enviado ao STF, os investigadores afirmam ter identificado pagamentos feitos por Lulinha à RL Consultoria.
“Nós vamos ter a oportunidade de demonstrar uma vez mais que o Fábio não tem relação direta ou indireta com essa ou qualquer outra irregularidade. Ele está tranquilo”, afirmou Carvalho.
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