Trump pergunta a Lula sobre eleições, e presidente reforça segurança do sistema eleitoral
Abordagem foi genérica, sem citar tentativas dos EUA de interferir no pleito. Lula aproveitou para reforçar a segurança eleitoral
Brasília|Caroline Aguiar, da Record TV
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as eleições brasileiras na ligação feita na manhã de hoje (21), segundo apurou o R7. O chefe de estado norte-americano citou o fato de o país estar perto do pleito e perguntou a Lula como está o andamento do processo eleitoral. O presidente brasileiro e candidato à reeleição afirmou que há vários candidatos, citou que a campanha começou oficialmente há poucos dias e aproveitou a oportunidade para reforçar a segurança do sistema eleitoral brasileiro.
O comentário foi feito em tom cordial, numa forma de descontração, no início da conversa, segundo relataram interlocutores do presidente brasileiro. Não houve cobranças ou questionamentos. Esse foi o quarto contato telefônico entre Lula e Trump e teve como principais temas o comércio bilateral, cooperação no combate ao crime organizado e conflitos internacionais. O diálogo durou uma hora e vinte minutos, tempo considerável quando se trata de uma conversa entre chefes de Estado.
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Os dois presidentes não trataram de outras polêmicas da relação bilateral, como o fato de o Brasil ter negado visto a dois funcionários norte-americanos com a justificativa de que a intenção deles seria levantar falsas suspeitas sobre o sistema eleitoral brasileiro. Eles também não falaram sobre o rebaixamento do visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti. E nem do agreement de Daniel Perez, indicado a embaixador norte-americano no Brasil. A demora na aceitação de Perez teria motivado a retaliação a Maria Luiza Viotti.
No final da conversa, Trump agradeceu o contato e fez questão de ressaltar que Lula tem livre acesso ao gabinete na Casa Branca, sem a necessidade de intermediários. E acrescentou que o brasileiro pode acioná-lo, sempre que achar necessário.
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