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TSE decide que proibição ao voto de presos provisórios não valerá em 2026

Lei que muda o processo eleitoral não pode ser aplicada a eleições que ocorram a menos de um ano de vigência da norma

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TSE decidiu que a proibição ao voto de presos provisórios não será aplicada nas eleições de 2026.
  • A mudança no Código Eleitoral, definida pela Lei Antifacção, não pode ser imediata devido ao princípio da anualidade.
  • A Corte considerou que aplicar a nova norma em 2026 comprometeria a organização do processo eleitoral.
  • A Lei Antifacção continua válida em aspectos penais e de segurança pública, mas o alistamento e a instalação de seções nas prisões permanecem para o pleito atual.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mudanças ocorrerão devido à Lei Antifacção, sancionada em março de 2026 Agência Brasil - Arquivo

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu nesta quinta-feira (23) que as novas regras que restringem o voto de presos provisórios e temporários não serão aplicadas nas eleições de 2026. Com isso, o alistamento eleitoral e a instalação de seções em unidades prisionais permanecem válidos para o pleito deste ano.

A corte entendeu que as alterações no Código Eleitoral instituídas pela Lei Antifacção não podem ser imediatas devido ao princípio da anualidade, previsto na Constituição. Segundo o dispositivo, uma lei que muda o processo eleitoral não pode ser aplicada a eleições que ocorram a menos de um ano de vigência da norma.


A Lei Antifacção foi sancionada com vetos no mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela endureceu penas e cortou benefícios como anistia e indulto para integrantes de organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).

Entre os pontos polêmicos que ficaram de fora dos vetos, está a proibição ao voto de presos provisórios. O dispositivo prevê o cancelamento da inscrição eleitoral nesses casos, sob a justificativa de limitar a influência direta de lideranças criminosas no processo democrático.


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Durante sessão plenária administrativa nesta quinta, o TSE analisou processo da CRE-SP (Corregedoria Regional Eleitoral de São Paulo), que questionou a corte sobre a necessidade do alistamento e da instalação de seções eleitorais nas prisões diante das mudanças.

O relator do caso, ministro Antônio Carlos Ferreira, destacou que a aplicação dos efeitos da lei em 2026 comprometeria a previsibilidade e a organização do processo eleitoral. O colegiado entende que a norma alterou dispositivos “estruturantes” do Código Eleitoral.


Os ministros também consideraram entraves apontados pela área técnica do tribunal, como a falta de tempo hábil para adaptar os sistemas eleitorais. O prazo para alterações no cadastro de eleitores se encerra em 6 de maio.

A falta de integração automatizada entre os sistemas da Justiça Eleitoral e dos órgãos de segurança também dificulta o cancelamento automático da inscrição eleitoral de presos sem condenação definitiva.


O TSE ressaltou que a lei permanece válida em seu caráter penal e de segurança pública.

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