TSE deve impor restrições a deepfakes e uso de IA nas eleições após vídeo de Bolsonaro
Na prática, a Corte deve balizar os limites jurídicos para conteúdos sintéticos nas disputas eleitorais

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) realiza nesta terça-feira (1º) o julgamento que deve definir os limites para o uso de conteúdos gerados por inteligência artificial na propaganda política das eleições de 2026.
Na prática, a Corte deve balizar os limites jurídicos para conteúdos sintéticos nas disputas eleitorais, em meio à análise de uma ação de grande repercussão envolvendo a utilização de uma projeção gerada por IA do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os ministros da Corte analisam uma ação apresentada pela Federação Brasil da Esperança, que contesta a utilização de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro, produzido por IA, exibido durante uma convenção partidária do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
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A avaliação entre os magistrados é que a decisão deve indicar que reincidências graves podem atrair penas mais severas, e casos isolados tendem a ser penalizados com a aplicação de multas.
O caso é tratado nos bastidores como um marco regulatório prático, que deve ajudar a definir juridicamente o que configura ou não um deepfake e como esse tipo de conteúdo pode ser usado pelos candidatos.
O vídeo de Bolsonaro, feito por IA, simulava a imagem e a voz do ex-presidente. No discurso, ele justificava sua ausência por estar preso e pedia apoio político ao filho nas eleições.
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