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TSE analisa limites para uso de IA nas eleições após vídeo de Bolsonaro

Corte deve fixar parâmetros para uso de deepfakes durante a campanha eleitoral deste ano

2026|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • TSE julga limites para uso de IA nas eleições de 2026.
  • Vídeo de Jair Bolsonaro feito por IA é contestado por propaganda antecipada.
  • Deepfake de Bolsonaro pede votos para Flávio Bolsonaro.
  • Corte deve aplicar multa, servindo de advertência para candidatos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministros analisam ação que contesta a utilização de um vídeo de IA do ex-presidente Jair Bolsonaro PL/Divulgação - Arquivo

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) realiza nesta terça-feira (1º) um julgamento que vai definir os limites para o uso de conteúdos gerados por inteligência artificial na propaganda política das eleições de 2026.

Os ministros da Corte analisam uma ação apresentada pela Federação Brasil da Esperança, que contesta a utilização de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro, produzido por IA, exibido durante uma convenção partidária do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.


O caso é tratado nos bastidores como um marco regulatório prático, que deve ajudar a definir juridicamente o que configura ou não um deepfake e como esse tipo de conteúdo pode ser usado pelos candidatos.

O vídeo de Bolsonaro, feito por IA, simulava a imagem e a voz do ex-presidente. No discurso, ele justificava sua ausência por estar preso e pedia apoio político ao filho nas eleições.


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A versão gerada por computador declarava: “Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu, é uma simulação da minha imagem e da minha voz, feita com inteligência artificial”, e prosseguia pedindo votos para Flávio Bolsonaro com o mote: “O Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro presidente”.

A Federação Brasil da Esperança acionou o TSE, dizendo que a exibição do material configurou propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial. Para a coligação autora da ação, a peça buscou realizar uma transferência direta de capital político de forma artificial, utilizando-se de mecanismos proibidos pela legislação eleitoral vigente.


O que diz a lei eleitoral

De acordo com as normas que regem a eleição, é expressamente vedada a utilização de conteúdo fabricado ou manipulado para difundir fatos inverídicos ou descontextualizados que tenham potencial para desequilibrar a disputa ou ferir a integridade do processo eleitoral.

A lei proíbe o uso de áudio, vídeo ou a combinação de ambos gerados sinteticamente para criar, substituir ou alterar a imagem ou voz de pessoas, prática conhecida internacionalmente como deepfake.


O termômetro nos bastidores do tribunal indica que a Corte deve optar pela aplicação de multa aos responsáveis pelo vídeo de Bolsonaro, evitando penalidades extremas neste caso específico, mas servindo de forte advertência aos demais candidatos.

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