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Aceleramos o novo Mini Countryman; SUV inglês cresce para flertar com jovens ricos que exigem espaço e estilo

Marca aposta em versão de entrada com motor 1.5 turbo e equipamentos mais sofisticados

Carros|Diogo de Oliveira, do R7

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Novo Countryman mantém estilo retrô e ganha tecnologias modernas, como os faróis de LEDs
Novo Countryman mantém estilo retrô e ganha tecnologias modernas, como os faróis de LEDs

Poucos meses após estrear no Salão de Los Angeles (EUA), a segunda geração do Mini Cooper Countryman já está no Brasil. Agora importado, o crossover de luxo — que chegou a ser montado na fábrica da BMW em Araquari — desembarca em três diferentes versões e com muitas novidades. O SUV foi inteiro modernizado, ganhou plataforma mais leve e rígida, e está razoavelmente maior que na geração anterior. Símbolo deste crescimento é o porta-malas, que saltou de 350 litros para 450 litros.

Outro destaque é a maior sofisticação a bordo, que tenta justificar os preços. Se em 2011 a Mini pedia R$ 145 mil pela versão topo de linha All4 com tração integral, hoje este é o valor do Countryman de entrada, equipado com o novo 1.5 turbo de três cilindros. O motor rende 136 cv de potência e um torque de 22,4 kgfm livres desde 1.400 giros. Vem associado ao câmbio automático Steptronic de seis marchas, conjunto que garante bons números — aceleração de 0-100 km/h em 9,6 segundos e máxima de 200 km/h.


Crossover tem cintura mais alta e carroceria mais musculosa; porta-malas saltou para 450 litros
Crossover tem cintura mais alta e carroceria mais musculosa; porta-malas saltou para 450 litros

O plano da montadora é concentrar as vendas neste modelo, cujo preço sugerido é de R$ 144.950. Contudo, por tradição, a maioria dos clientes brasileiros costuma pedir pelas versões S, de desempenho mais apimentado. Neste caso, o SUV troca a mecânica: entra o 2.0 turbo e a sofisticada transmissão Steptronic de oito velocidades. São até 192 cv de potência e um ótimo torque de 28,5 kgfm despejado por inteiro a 1.350 rotações. O 0-100 km baixa para 7,2 segundos, e a velocidade máxima sobe a 222 km/h.

Na cabine, chamam a atenção os novos equipamentos, mais avançados que os da geração anterior. O Countryman básico já vem de série com itens como ar-condicionado de duas zonas, faróis full LED adaptativos com iluminação diurna, chave presencial com partida do motor por botão e bancos dianteiros elétricos com apoio lombar e duas memórias. Evidentemente, há o trivial em um carro de luxo, como central multimídia, trio elétrico, controles de estabilidade e de tração, e freio de estacionamento eletrônico.


Vale registrar, porém, que existe um abismo entre a versão de entrada e as demais. O SUV perde vários itens de alto valor agregado, como o Head-Up Display (uma lâmina à frente do volante que projeta velocímetro e outros dados, para o motorista manter o foco na via) e a central multimídia com uma generosa tela touch de 8,8 polegadas — no modelo básico o visor tem 6,5 polegadas e não é sensível ao toque. Forração em couro, câmera de ré e teto solar panorâmico são opcionais. E temos as diferentes mecânicas.

Painel mantém estilo clássico dos modelos da Mini, mas está bem mais chique que antes
Painel mantém estilo clássico dos modelos da Mini, mas está bem mais chique que antes Ebraim Martini ebraimmartini@gm

Ao volante


Quem conheceu a geração anterior do Countryman certamente notará que o crossover está maior e mais largo. O estilo mantém os traços característicos da Mini, mas foi modernizado, especialmente na dianteira, com os faróis que trazem anéis de LED. A largura é realçada pela linha de cintura mais alta e pronunciada, que confere musculatura. Por dentro, o espaço é nitidamente maior, e o padrão de acabamento foi refinado com materiais de melhor aparência — alguns macios ao toque. Há muitos detalhes e molduras.

A partida agora é feita por um botão vermelho no console central, no teclado com pinos cromados inspirados nas cabines dos aviões. A chave é presencial e não precisa ser acoplada ao painel, como na primeira geração. Outra mudança é o velocímetro, que foi deslocado para trás do volante, ao lado do conta-giros. Antes, o mostrador seguida o padrão clássico do hatch inglês, posicionado no meio do painel, com a tela multimídia no meio. Agora, a seção traz a tela e um anel colorido de LED, com várias opções de cores.


Neste primeiro contato, aceleramos as versões de base (Cooper) e de topo (All4). São duas opções bem distintas do mesmo modelo. Com o motor 2.0 turbo, o Countryman oferece diferentes modos de condução (mini Driving Modes). O sistema faz ajustes no câmbio, na direção e na suspensão para o SUV ficar mais econômico, confortável ou esportivo. Já no modelo 1.5 turbo, não há este recurso e a calibração dos conjuntos de suspensão é, digamos, mais macio — não tem a pegada "Go Kart Feeling", que a marca tanto valoriza.

Por sinal, o novo Countryman é mesmo focado no conforto. As acelerações com o novo 1.5 turbo são agradáveis, mais não empolgam. Mesmo a opção S 2.0 turbo é mais "branda" que no Cooper hatch. Ponto alto é o câmbio de oito marchas, que faz trocas extremamente rápidas e precisas. Se não oferece toda a esportividade que se espera de um Mini, tem-se a bordo do utilitário ótimo espaço, conforto acústico, muita tecnologia e uma carroceria avantajada e cheia de estilo. Ingredientes sob medida para casais jovens e endinheirados.

Mini Cooper Countryman 1.5 turbo AT6 — R$ 144.950

Mini Cooper Countryman S 2.0 turbo AT8 — R$ 164.950

Mini Cooper Countryman S All4 2.0 turbo AT8 — R$ 189.950

Versão de entrada com o novo motor 1.5 turbo de três cilindros é a grande aposta da Mini
Versão de entrada com o novo motor 1.5 turbo de três cilindros é a grande aposta da Mini

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