Em despedida, Fiat Panda pode receber série “Tributo Autobianchi”na Europa
Versão comemorativa deverá servir como aposentaria do Uno europeu

Os dias do atual Fiat Pandina parecem estar mesmo contados. Mantendo vendas consistentes no mercado italiano, a chegada e a expansão do Grande Panda indicam que a histórica geração lançada em 2011 se aproxima do fim de sua trajetória. E a despedida pode acontecer com uma homenagem a outra marca que marcou a indústria automotiva italiana: a Autobianchi.

Flagrado pela revista italiana Quattroruote durante testes nas estradas do país, um protótipo exibia detalhes estéticos inéditos e, principalmente, inscrições com o nome “Autobianchi”, reforçando a possibilidade de uma série especial chamada Tributo Autobianchi.

O modelo manteria a base do atual Pandina, mas com acabamento diferenciado e elementos inspirados nos carros produzidos pela tradicional fabricante italiana entre as décadas de 1960 e 1990.
Um Fiat aprimorado
A Autobianchi nasceu em 1955 a partir de uma parceria entre Bianchi, Fiat e Pirelli, tornando-se um laboratório tecnológico para soluções que posteriormente chegariam aos modelos da Fiat. Veículos como o A112, lançado em 1969, ganharam status cult na Europa por combinar dimensões compactas, dirigibilidade ágil e versões esportivas assinadas pela Abarth. A marca permaneceu ativa até 1995, quando foi definitivamente incorporada pela Fiat.

No possível Tributo Autobianchi, a expectativa é pela adoção de revestimentos internos inspirados nos modelos clássicos da fabricante, incluindo bancos em veludo, acabamentos exclusivos e detalhes cromáticos que remetam aos automóveis produzidos em Desio, cidade que abrigou a histórica fábrica da empresa. Externamente, novos emblemas e combinações de cores também devem diferenciar a edição especial.
Motor do Pandina “Autobianchi”
Mecanicamente, entretanto, não são esperadas mudanças. A série de despedida deverá utilizar o único conjunto disponível atualmente para o Pandina: o motor 1.0 FireFly de três cilindros com sistema híbrido leve de 12 volts. O propulsor entrega 65 cv de potência e trabalha em conjunto com uma transmissão manual de seis marchas. O sistema mild hybrid utiliza um pequeno motor-gerador elétrico para auxiliar nas partidas, reduzir o consumo e diminuir as emissões, sem permitir deslocamentos exclusivamente elétricos.
A estratégia faz sentido dentro da reorganização da família Panda promovida pela Fiat. Enquanto o Grande Panda assume o papel de modelo global e cresce para o segmento B, a atual geração permanece temporariamente em produção na fábrica de Pomigliano d’Arco atendendo consumidores que buscam um automóvel compacto e acessível. A chegada de uma edição Tributo Autobianchi pode representar justamente o último capítulo dessa história antes da substituição definitiva do modelo que ajudou a moldar a mobilidade urbana italiana nas últimas décadas.
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