Amarok chega a 800 mil unidades produzidas na Argentina e abre caminho para nova geração
Picape fabricada desde 2010 em General Pacheco será substituída por um novo projeto previsto para 2027

A Volkswagen alcançou a marca de 800 mil unidades produzidas da Amarok no Centro Industrial de General Pacheco, na Argentina. Fabricada desde 2010, a picape tornou-se o veículo de maior volume da história da operação argentina da marca. Cerca de 60% da produção foi destinada à exportação e o modelo chegou a 102 mercados ao longo de sua trajetória.
Volkswagen Amarok Extreme estacionada na estrada
Marcos Camargo Jr. 23.06.2026
A atual geração, lançada há 16 anos, aproxima-se do fim de sua produção para dar lugar a uma nova Amarok desenvolvida especificamente para a América do Sul.

O projeto utilizará como base a plataforma da picape chinesa SAIC Maxus Terron 9, fruto da parceria de longa data entre Volkswagen e SAIC no mercado asiático.

A Amarok produzida em Pacheco foi apresentada mundialmente em 2010 como a primeira picape média desenvolvida por um grupo automotivo europeu. O projeto utilizou chassi sobre longarinas, suspensão dianteira independente por braços duplos e eixo traseiro rígido com molas semi-elípticas. Inicialmente equipada com motores 2.0 TDI de quatro cilindros, a linha recebeu em 2017 o motor 3.0 V6 turbodiesel, que atualmente entrega 258 cv e 59,1 kgfm, associados ao câmbio automático de oito marchas e ao sistema de tração integral permanente 4Motion.

Ao longo dos anos, a picape passou por atualizações de equipamentos e design, mas preservou sua arquitetura original. A reestilização mais recente, lançada em 2024 para o mercado sul-americano, trouxe nova dianteira, central multimídia ampliada e sistemas adicionais de assistência ao motorista, prolongando o ciclo de vida do produto até a chegada da sucessora.A nova Amarok, conhecida internamente como Projeto Patagônia, será produzida a partir de 2027 também em General Pacheco. A Volkswagen anunciou investimentos de US$ 580 milhões na modernização da fábrica entre 2025 e 2029 para adequação da nova plataforma. O modelo não utilizará a base compartilhada com a Ford Ranger, adotada pela Amarok vendida na Europa, África e Oceania desde 2022. A estratégia para a América do Sul será independente e alinhada à parceria industrial com a SAIC.
Informações divulgadas por veículos argentinos como AutoBlog e AutoTest indicam que a futura picape terá como ponto de partida a SAIC Maxus Terron 9. O modelo chinês possui 5,50 metros de comprimento, 3,30 metros de entre-eixos e capacidade de carga próxima de uma tonelada. A plataforma admite motores a combustão, híbridos e elétricos, ampliando as possibilidades de eletrificação para a nova Amarok nos próximos anos.Na China, a Maxus Terron 9 utiliza motor 2.5 turbodiesel de 224 cv e 53 kgfm, combinado a transmissão automática de oito marchas e tração integral. Há ainda versões eletrificadas com dois motores elétricos e potência combinada superior a 430 cv. A expectativa da imprensa argentina é que a Volkswagen desenvolva calibrações próprias para a América do Sul e preserve características específicas da Amarok, incluindo ajustes de suspensão e identidade visual exclusiva.
Com 800 mil unidades produzidas, a atual Amarok encerra um ciclo iniciado em 2010. A próxima geração marcará a adoção de uma nova base técnica e deverá inaugurar uma etapa de eletrificação para a picape média da Volkswagen na região.
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