Fabricante de airbags Takata vê ações despencarem na bolsa de Tokyo e fica próximo da falência
Japoneses tem dívidas que chegam na casa de um trilhão de ienes, cerca de R$ 29 bilhões
Carros|Do R7

Após ser protagonista do maior escândalo da história envolvendo defeitos em airbags no mundo inteiro, inclusive no Brasil, a fabricante Takata viu suas ações na bolsa de Tokyo, no Japão, caírem 16,5% nesta segunda-feira (19) e está bem próxima de declarar falência. Desde o início deste ano, as ações da marca despencaram 60%.
Segundo o jornal econômico japonês Nikkei, a Takata tem dívidas que chegam na casa de um trilhão de ienes, cerca de R$ 29 bilhões. Ainda de acordo com o jornal, serão várias etapas no Japão, Europa e nos Estados Unidos até a declaração de falência oficial; no dia 27 de junho ocorrerá uma assembleia geral com os acionistas da marca.
Os mega-recalls pelos quatro cantos planeta, ganhou o nome de "airbags mortais", e desde 2013 afetou mais de 100 milhões de carros. A descoberta do escândalo começou em 2015, após uma investigação encabeçada pelas montadoras afetadas, que descobriram que o nitrato de amônio, em contato com umidade e calor, produz rachaduras na carcaça metálica, fazendo com que, na hora de o airbag ser inflado, a bolsa saia com muita força, estilhaçando a peça de suporte e atirando pedaços de metal em todos os ocupantes do carro, principalmente no motorista, onde a pressão é maior, tendo chances de perfuração do crânio pelo tamanho da pressão.
Nos Estados Unidos, 46 milhões de carros passaram pelo processo de reparação e substituição da peça desde 2008, mas, deste total, 29,9 milhões relataram que o problema não foi solucionado, segundo o senador norte-americano Bill Nelson, da Flórida. Os norte-americanos já registraram 16 mortes e cerca de 180 feridos pelos airbags. A empresa está sofrendo processos bilionários, só no mês passado tiveram que pagar 553 milhões de dólares para 16 milhões de clientes da BMW, Mazda, Subaru e Toyota, apenas na terra do Tio Sam. Só a Tesla, montadora de veículos elétricos, teve 26 milhões de carros afetados, mas segundo eles, dois terços dos clientes já fizeram a reparação.













