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Google apresenta carro que dirige sozinho

Companhia apresentou protótipo e garante que tecnologia deve estar pronta em quatro anos

Carros|Do R7

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Google instalou seu sistema de direção autônoma em um Lexus
Google instalou seu sistema de direção autônoma em um Lexus
Jornalistas puderam experimentar o carro que dirige sozinho
Jornalistas puderam experimentar o carro que dirige sozinho
Sistema lê os trajetos e ruas a partir de mapas virtuais
Sistema lê os trajetos e ruas a partir de mapas virtuais
Câmera fixada na grade frontal monitora a dianteira do veículo
Câmera fixada na grade frontal monitora a dianteira do veículo

O gigante Google concluiu os detalhes da sua nova criação: um carro que para quando os pedestres atravessam, respeita o sinal de trânsito e dirige no tráfego pesado. Tudo sem que haja alguém ao volante.

Dmitri Dolgov, um dos responsáveis pelo projeto, revelou o sistema durante uma apresentação de protótipos para a imprensa no Museu da História do Computador de Mountain View (oeste da Califórnia)


— Os computadores têm bons tempos de reação. Não se distraem, nem têm sonolência, nem dormem e não dirigem bêbados.

O Lexus RX 350 branco que dirige sozinho realizou todas essas tarefas assim que a empresa o "ensinou" como as pessoas conduzem, em um projeto que começou há cinco anos.


Assim, graças a um dispositivo colocado no teto que utiliza tecnologias de radar e laser, o automóvel registra tudo ao seu redor. Enquanto isso, uma câmera à frente do veículo observa tudo o que está adiante.

Toda a informação coletada é processada por computadores a bordo do automóvel que estão programados para simular rapidamente o que um motorista responsável faria.


Finalmente, mas não menos importante, o carro do Google estará conectado à Internet.

Durante um teste, em que um jornalista da agência de notícias AFP viajou no assento traseiro, um dos participantes do projeto ocupou o assento do motorista para assumir o controle, caso fosse necessário tomar uma decisão repentina durante o trajeto pela cidade de Mountain View, na Califórnia.


O carro funciona utilizando detalhes de mapas digitais que mostram como supostamente devem ser as ruas, para logo agregar variáveis do mundo real, como o tráfego.

Assim, o automóvel não pode funcionar em lugares que não tenham sido mapeados pelo Google e que não disponha de detalhes como limite de velocidade ou localização dos sinais de trânsito, de acordo com o responsável grupo de mapeamento Andrew Chatham.

— O Google diz ao carro como é o mundo vazio. Logo, o trabalho do programa é determinar o que está acontecendo.

Os protótipos do Google percorreram pouco mais de 160 mil km em vias públicas, sempre com alguém pronto a assumir o volante em caso de necessidade.

Até o momento, estes automóveis sofreram apenas dois acidentes enquanto eram conduzidos pelo piloto automático. Nos dois casos, o acidente aconteceu com uma batida na parte traseira do veículo parado no sinal de trânsito, segundo o diretor do projeto Chris Urmson.

— Estamos realmente convencidos de que concluímos o projeto e de que podemos fazê-lo funcionar.

Urmson espera que os carros possam chegar ao mercado quando alcançarem a maioridade. Por outro lado, o co-fundador do Google, Sergey Brin, tem uma meta mais ambiciosa, de poder contar com os veículos nos próximos quatro anos.

Um grupo de especialistas em trânsito e desenvolvimento urbano presentes na apresentação destacaram que o automóvel que dirige sozinho é um salto qualitativo que poderia ajudar a evitar as 33.000 mortes registradas por ano nas ruas dos Estados Unidos.

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