PF e Receita miram crime organizado e fraudes bilionárias no setor de combustíveis
Investigações expõem movimentações ilícitas que ultrapassam R$ 23 bilhões em rede criminosa com atuação em todo o Brasil
Cidades|Do R7, em Brasília
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A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram duas operações simultâneas contra grupos criminosos que atuam na cadeia produtiva de combustíveis.
Em São Paulo, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 1,2 bilhão de investigados, além do cumprimento de 12 mandados de busca. Entre as estratégias usadas estavam transações simuladas de compra e venda de ativos.
Já no Paraná, outro esquema é suspeito de ter movimentado mais de R$ 23 bilhões desde 2019. Pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba (PR) estão envolvidos em fraudes como a “bomba baixa”, quando o volume abastecido é inferior ao indicado.
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Apesar de distintas, as duas operações pretendem desarticular redes de lavagem de dinheiro com grande impacto financeiro e ligação com organizações criminosas.
Operação Quasar
Segundo a PF, foi identificado um esquema sofisticado que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.

“A estrutura criminosa operava por meio de múltiplas camadas societárias e financeiras, nas quais fundos de investimento detinham participação em outros fundos ou empresas. Essa teia complexa dificultava a identificação dos verdadeiros beneficiários e tinha como principal finalidade a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos”, informou a PF.
Entre as estratégias usadas estavam transações simuladas de compra e venda de ativos — como imóveis e títulos — entre empresas do mesmo grupo, sem propósito econômico real.
Medidas judiciais
Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto. A Justiça Federal determinou o sequestro integral de fundos de investimento utilizados na movimentação ilícita, além do bloqueio de bens e valores até R$ 1,2 bilhão, montante correspondente às autuações fiscais já realizadas.
Também foi autorizado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
Operação Tank
A investigação busca desarticular uma das maiores redes de lavagem de dinheiro do Paraná.
De acordo com a PF, a estrutura criminosa utilizava diversas táticas para ocultar a origem dos recursos, incluindo depósitos fracionados em espécie, que ultrapassaram R$ 594 milhões.
Além disso, a organização também usava “laranjas”, transações cruzadas, repasses sem lastro fiscal, fraudes contábeis e simulação de aquisição de bens e serviços.

O grupo também se valia de brechas no Sistema Financeiro Nacional para realizar transações de forma anônima por meio de instituições de pagamento.
Desde 2019, a rede é suspeita de ter lavado pelo menos R$ 600 milhões, movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de centenas de empresas, entre elas postos de combustíveis, distribuidoras e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.
As investigações ainda apontam para fraudes na comercialização de combustíveis, como adulteração de gasolina e a prática da “bomba baixa”.
Medidas judiciais
Foram expedidos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
Foram bloqueados bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, totalizando mais de R$ 1 bilhão em constrição patrimonial.
Outra megaoperação
Além das operações Quasar e Tank, outra megaoperação realizada nesta quinta-feira (28) cumpre mandados de busca e apreensão em oito estados, no âmbito de investigações sobre um esquema criminoso no setor de combustíveis, supostamente comandado por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital).
LEIA MAIS: Megaoperação mira esquema do PCC no setor de combustíveis; R$ 7,6 bi foram sonegados
O MPSP (Ministério Público de São Paulo) afirmou que mais de R$ 7,6 bilhões foram sonegados. Segundo as investigações, mais de mil postos ligados aos investigados movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.
Mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e empresas, são suspeitos de crimes como adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro e estelionato.
Perguntas e respostas
Quais operações foram deflagradas pela Polícia Federal e Receita Federal?
A Polícia Federal e a Receita Federal realizaram duas operações simultâneas contra grupos criminosos que atuam na cadeia produtiva de combustíveis.
O que aconteceu em São Paulo durante as operações?
No estado de São Paulo, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 1,2 bilhão de investigados e o cumprimento de 12 mandados de busca.
Qual é a situação no Paraná relacionada a essas investigações?
No Paraná, um esquema é suspeito de ter movimentado mais de R$ 23 bilhões desde 2019, envolvendo pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba, que estão ligados a fraudes como a “bomba baixa”.
Qual é o objetivo das operações realizadas?
As operações visam desarticular redes de lavagem de dinheiro com grande impacto financeiro e conexão com organizações criminosas.
Que tipo de esquema foi identificado pela Polícia Federal?
A PF identificou um esquema sofisticado que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.
Como funcionava a estrutura criminosa?
A estrutura operava por meio de múltiplas camadas societárias e financeiras, dificultando a identificação dos verdadeiros beneficiários e visando a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos.
Quais estratégias foram utilizadas pelos criminosos?
Entre as estratégias estavam transações simuladas de compra e venda de ativos entre empresas do mesmo grupo, sem propósito econômico real.
O que foi determinado pela Justiça Federal em relação aos fundos de investimento?
A Justiça Federal determinou o sequestro integral de fundos de investimento utilizados na movimentação ilícita e o bloqueio de bens e valores até R$ 1,2 bilhão, correspondente às autuações fiscais já realizadas.
Quais táticas foram utilizadas para ocultar a origem dos recursos?
A estrutura criminosa utilizava depósitos fracionados em espécie, uso de “laranjas”, transações cruzadas, repasses sem lastro fiscal, fraudes contábeis e simulação de aquisição de bens e serviços.
Qual foi o volume de recursos movimentados pela rede criminosa desde 2019?
A rede é suspeita de ter lavado pelo menos R$ 600 milhões, movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis e distribuidoras.
Que tipo de fraudes foram identificadas nas investigações?
As investigações apontam para fraudes na comercialização de combustíveis, como adulteração de gasolina e a prática da “bomba baixa”.
Quantos mandados de prisão e busca foram expedidos?
Foram expedidos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
Qual foi o total de bens e valores bloqueados?
Foram bloqueados bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, totalizando mais de R$ 1 bilhão em constrição patrimonial.
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