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PF e Receita miram crime organizado e fraudes bilionárias no setor de combustíveis

Investigações expõem movimentações ilícitas que ultrapassam R$ 23 bilhões em rede criminosa com atuação em todo o Brasil

Cidades|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal e a Receita Federal realizam operações contra fraudes no setor de combustíveis, envolvendo movimentações ilícitas de R$ 23 bilhões.
  • Em São Paulo, foram bloqueados R$ 1,2 bilhão e cumpridos 12 mandados de busca.
  • No Paraná, 46 postos de combustíveis estão associados a fraudes, como a "bomba baixa".
  • Investigações incluem lavagem de dinheiro e utilização de estruturas complexas para ocultar fontes de renda ilícitas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Policiais apreenderam computadores e dispositivos eletrônicos nas duas operações Divulgação/PF - 28.8.2025

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram duas operações simultâneas contra grupos criminosos que atuam na cadeia produtiva de combustíveis.

Em São Paulo, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 1,2 bilhão de investigados, além do cumprimento de 12 mandados de busca. Entre as estratégias usadas estavam transações simuladas de compra e venda de ativos.


Já no Paraná, outro esquema é suspeito de ter movimentado mais de R$ 23 bilhões desde 2019. Pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba (PR) estão envolvidos em fraudes como a “bomba baixa”, quando o volume abastecido é inferior ao indicado.

Veja mais

Apesar de distintas, as duas operações pretendem desarticular redes de lavagem de dinheiro com grande impacto financeiro e ligação com organizações criminosas.


Operação Quasar

Segundo a PF, foi identificado um esquema sofisticado que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.

A PF encontrou dinheiro em espécie na casa de um dos investigados Divulgação/PF - 28.8.2025

“A estrutura criminosa operava por meio de múltiplas camadas societárias e financeiras, nas quais fundos de investimento detinham participação em outros fundos ou empresas. Essa teia complexa dificultava a identificação dos verdadeiros beneficiários e tinha como principal finalidade a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos”, informou a PF.


Entre as estratégias usadas estavam transações simuladas de compra e venda de ativos — como imóveis e títulos — entre empresas do mesmo grupo, sem propósito econômico real.

Medidas judiciais

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto. A Justiça Federal determinou o sequestro integral de fundos de investimento utilizados na movimentação ilícita, além do bloqueio de bens e valores até R$ 1,2 bilhão, montante correspondente às autuações fiscais já realizadas.


Também foi autorizado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Operação Tank

A investigação busca desarticular uma das maiores redes de lavagem de dinheiro do Paraná.

De acordo com a PF, a estrutura criminosa utilizava diversas táticas para ocultar a origem dos recursos, incluindo depósitos fracionados em espécie, que ultrapassaram R$ 594 milhões.

Além disso, a organização também usava “laranjas”, transações cruzadas, repasses sem lastro fiscal, fraudes contábeis e simulação de aquisição de bens e serviços.

Foram expedidos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, SP e RJ Divulgação/PF - 28.8.2025

O grupo também se valia de brechas no Sistema Financeiro Nacional para realizar transações de forma anônima por meio de instituições de pagamento.

Desde 2019, a rede é suspeita de ter lavado pelo menos R$ 600 milhões, movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de centenas de empresas, entre elas postos de combustíveis, distribuidoras e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.

As investigações ainda apontam para fraudes na comercialização de combustíveis, como adulteração de gasolina e a prática da “bomba baixa”.

Medidas judiciais

Foram expedidos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Foram bloqueados bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, totalizando mais de R$ 1 bilhão em constrição patrimonial.

Outra megaoperação

Além das operações Quasar e Tank, outra megaoperação realizada nesta quinta-feira (28) cumpre mandados de busca e apreensão em oito estados, no âmbito de investigações sobre um esquema criminoso no setor de combustíveis, supostamente comandado por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital).

LEIA MAIS: Megaoperação mira esquema do PCC no setor de combustíveis; R$ 7,6 bi foram sonegados

O MPSP (Ministério Público de São Paulo) afirmou que mais de R$ 7,6 bilhões foram sonegados. Segundo as investigações, mais de mil postos ligados aos investigados movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

Mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e empresas, são suspeitos de crimes como adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro e estelionato.

Perguntas e respostas

Quais operações foram deflagradas pela Polícia Federal e Receita Federal?

A Polícia Federal e a Receita Federal realizaram duas operações simultâneas contra grupos criminosos que atuam na cadeia produtiva de combustíveis.

O que aconteceu em São Paulo durante as operações?

No estado de São Paulo, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 1,2 bilhão de investigados e o cumprimento de 12 mandados de busca.

Qual é a situação no Paraná relacionada a essas investigações?

No Paraná, um esquema é suspeito de ter movimentado mais de R$ 23 bilhões desde 2019, envolvendo pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba, que estão ligados a fraudes como a “bomba baixa”.

Qual é o objetivo das operações realizadas?

As operações visam desarticular redes de lavagem de dinheiro com grande impacto financeiro e conexão com organizações criminosas.

Que tipo de esquema foi identificado pela Polícia Federal?

A PF identificou um esquema sofisticado que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.

Como funcionava a estrutura criminosa?

A estrutura operava por meio de múltiplas camadas societárias e financeiras, dificultando a identificação dos verdadeiros beneficiários e visando a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos.

Quais estratégias foram utilizadas pelos criminosos?

Entre as estratégias estavam transações simuladas de compra e venda de ativos entre empresas do mesmo grupo, sem propósito econômico real.

O que foi determinado pela Justiça Federal em relação aos fundos de investimento?

A Justiça Federal determinou o sequestro integral de fundos de investimento utilizados na movimentação ilícita e o bloqueio de bens e valores até R$ 1,2 bilhão, correspondente às autuações fiscais já realizadas.

Quais táticas foram utilizadas para ocultar a origem dos recursos?

A estrutura criminosa utilizava depósitos fracionados em espécie, uso de “laranjas”, transações cruzadas, repasses sem lastro fiscal, fraudes contábeis e simulação de aquisição de bens e serviços.

Qual foi o volume de recursos movimentados pela rede criminosa desde 2019?

A rede é suspeita de ter lavado pelo menos R$ 600 milhões, movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis e distribuidoras.

Que tipo de fraudes foram identificadas nas investigações?

As investigações apontam para fraudes na comercialização de combustíveis, como adulteração de gasolina e a prática da “bomba baixa”.

Quantos mandados de prisão e busca foram expedidos?

Foram expedidos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Qual foi o total de bens e valores bloqueados?

Foram bloqueados bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, totalizando mais de R$ 1 bilhão em constrição patrimonial.

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