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A revolução silenciosa dos cartões sem contato

Tecnologia ganha força no Brasil e deve se tornar acessível para a maioria da população até o próximo ano  

Economia|Karla Dunder, do R7

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Bilhete único é um exemplo de tecnologia sem contato
Bilhete único é um exemplo de tecnologia sem contato

Uma revolução silenciosa está em curso: o contacless ou, simplesmente, uma tecnologia sem contato. Nada de tarjas magnéticas ou de inserir o cartão em maquininhas. A ideia é apenas aproximar o meio de pagamento que pode ser um cartão, um celular, uma pulseira ou um relógio de um terminal e pronto.

Não que seja algo exatamente novo, uma vez que o meio de pagamento já é utilizado por uma parcela da população do país. A questão é que deve atingir um número muito maior de pessoas e impactar o cotidiano delas. Como já ocorre no uso de bilhetes em ônibus e metrô de São Paulo, a tecnologia deve ser utilizada em larga escala no comércio.


O contacless é utilizado em pelo menos 15% de todas as compras realizadas em lojas físicas no mundo. Na Ásia, mais de 30% das transações ocorrem por pagamento sem contato. “O que falta para ampliar esse número no mercado brasileiro é a mudança de cultura tanto de lojistas como dos consumidores”, explica o diretor sênior de produtos da Visa, Alessandro Rabelo.

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Entre as possíveis explicações, de acordo com Rabelo, é a desconfiança do consumidor quanto a segurança. “A primeira reação é sempre de surpresa e uma certa desconfiança para depois, após entender o funcionamento, ver que o meio é seguro e mais prático”.

Segurança é uma questão séria, principalmente no Brasil. “Sabemos que o fraudador é astuto e a implantação do chip veio para diminuir os riscos de fraudes”, explica. O cartão sem contato também funciona com o chip, o que significa que a segurança é a mesma. “Muitas checagens são realizadas em segundos por meio do chip, no caso do contactless o chip não é inserido em uma máquina, basta uma antena”.


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Na prática, o que muda no dia a dia das pessoas?

Segundo os especialistas, os consumidores ganham em agilidade e praticidade. “Uma pessoa que corre na praia ou parque, por exemplo, não precisa se preocupar em carregar dinheiro, basta usar uma pulseira. Até determinado valor, não é preciso, sequer, digitar senha”.


Para o vice-presidente de desenvolvimento de mercado para Brasil e Cone Sul da Mastercard, Paulo Frossard, um exemplo prático é a utilização dos bilhetes nos ônibus. “A tecnologia contactless já está sendo utilizada hoje, por exemplo, como forma de pagamento de passagem de ônibus nos principais sistemas de transporte do mundo. A partir de um cartão de crédito, débito ou pré-pago que possua a tecnologia sem contato, a transação de pagamento da passagem é feita com a simples aproximação do cartão junto ao validador instalado dentro do ônibus”.

Frossard destaca que a partir de abril de 2019, todos os novos cartões emitidos na América Latina, Europa, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico terão a tecnologia de chip EMV e sem contato. Até abril de 2023, todos os estabelecimentos comerciais na América Latina, Europa, Oriente Médio e África realizarão transações sem contato e com chip EMV.

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