Após alta em dezembro, emprego na indústria volta a cair em janeiro
Na comparação com janeiro do ano passado, foi o 40º resultado negativo consecutivo
Economia|Do R7

O emprego na indústria voltou a cair em janeiro, após leve alta em dezembro do ano passado, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (20).
No primeiro mês deste ano, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou variação negativa de 0,1% frente ao patamar do mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após assinalar acréscimo de 0,3% em dezembro último quando interrompeu oito meses de taxas negativas consecutivas, período em que havia acumulado perda de 4,3%.
Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral apontou variação negativa de 0,1%, no trimestre encerrado em janeiro de 2015 frente ao patamar assinalado no mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em abril de 2013.
Na comparação com janeiro de 2014, o emprego industrial mostrou queda de 4,1%, 40º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto. O índice acumulado nos últimos 12 meses recuou 3,4%, em janeiro de 2015, mantendo a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).
Setores
No confronto com igual mês do ano anterior, o emprego industrial recuou 4,1% em janeiro de 2015, com o contingente de trabalhadores apontando redução em 17 dos 18 ramos pesquisados.
Os destaque foram as pressões negativas de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-11,3%), meios de transporte (-7,7%), produtos de metal (-7,7%), outros produtos da indústria de transformação (-8,0%), máquinas e equipamentos (-4,5%), calçados e couro (-6,8%), alimentos e bebidas (-1,3%), vestuário (-3,9%), metalurgia básica (-6,3%) e papel e gráfica (-3,3%).
O único impacto positivo sobre a média da indústria foi observado no setor de produtos químicos (0,5%).
Número de horas pagas sobe
Em janeiro deste ano, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, apontou variação positiva de 0,2% frente ao mês imediatamente anterior, interrompendo oito meses de taxas negativas consecutivas, período em que acumulou perda de 5,1%.
Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral apontou variação negativa de 0,3% no trimestre encerrado em janeiro de 2015, frente ao patamar do mês anterior, e manteve a trajetória descendente iniciada em maio de 2013.
Na comparação com janeiro de 2014, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria recuou 5,2% em janeiro de 2015, vigésima taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. O índice acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -3,9% em dezembro de 2014 para -4,1% em janeiro de 2015, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).
A queda nesse indicador teve perfil disseminado, já que 17 dos 18 ramos pesquisados apontaram redução.
As principais influências negativas vieram de produtos de metal (-10,9%), meios de transporte (-8,4%), alimentos e bebidas (-2,9%), máquinas e equipamentos (-7,7%), outros produtos da indústria de transformação (-10,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-8,5%), calçados e couro (-8,3%), metalurgia básica (-8,5%), vestuário (-3,8%) e papel e gráfica (-4,9%).
Em sentido contrário, o setor de produtos químicos, com expansão de 1,0%, foi o único com resultado positivo nesse mês.
Valor da folha de pagamento real recua
No primeiro mês do ano, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente recuou 0,5% frente ao mês imediatamente anterior, eliminando parte do avanço de 2,1% registrado em dezembro último.
Vale destacar que nesse mês verifica-se a influência positiva do setor extrativo (9,1%), influenciado especialmente pelo pagamento de participação nos lucros e resultados em importante empresa do setor, já que a indústria de transformação (-1,6%) apontou taxa negativa.
Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou variação negativa de 0,3% no trimestre encerrado em janeiro de 2015 frente ao patamar do mês anterior, após registrar variação positiva de 0,2% em dezembro último.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real recuou 4,2% em janeiro de 2015, oitava taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto.
O índice acumulado nos últimos doze meses, ao mostrar recuo de 1,8% em janeiro de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde fevereiro de 2010 (-2,3%) e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2014 (1,6%).
O recuo na folha de pagamento real deveu-se a resultados negativos em quatorze dos dezoito ramos investigados, com destaque para meios de transporte (-9,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,3%), produtos de metal (-10,8%), alimentos e bebidas (-2,2%), metalurgia básica (-4,8%), outros produtos da indústria de transformação (-7,2%), papel e gráfica (-3,8%), máquinas e equipamentos (-1,9%), borracha e plástico (-3,9%) e calçados e couro (-8,4%).
Por outro lado, entre os três setores que apontaram resultados positivos nesse mês, o principal impacto foi assinalado por indústrias extrativas (6,7%).











