Economia Brasil registra 1,4 milhão de novos negócios de maio a agosto de 2021

Brasil registra 1,4 milhão de novos negócios de maio a agosto de 2021

Saldo positivo de empresas abertas chegou a 936.229, com leve crescimento em relação ao mesmo período de 2020

  • Economia | Da Agência Brasil

Comércio varejista de vestuário e acessórios apresentou o maior fluxo de novos negócios

Comércio varejista de vestuário e acessórios apresentou o maior fluxo de novos negócios

Rovena Rosa/Agência Brasil

O Brasil alcançou a marca de 1,4 milhão de novos negócios abertos de maio a agosto de 2021. Nesse período, o saldo positivo de empresas em funcionamento no país chegou a 936.229. O saldo é a diferença entre todos os negócios abertos (1.420.782) e fechados (484.553) no período. O total de empresas ativas no Brasil é de 18.440.986. Os dados são do Boletim do Mapa de Empresas do Ministério da Economia, divulgado nesta quinta-feira (30).

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De acordo com o boletim, o último quadrimestre segue a tendência já observada nos períodos anteriores, em que o número de empresas abertas ultrapassou a marca de 1 milhão. O crescimento registrado nos meses de maio a agosto de 2021 representa um aumento de 1,9% em relação ao quadrimestre anterior e de 26,5% em comparação com o mesmo período de 2020.

Segundo o Ministério da Economia, o Mapa de Empresas mostra ainda que a Região Norte é um dos destaques na abertura de empresas no país no período de maio a agosto, com quatro estados entre os cinco primeiros no ranking que mede o crescimento percentual de negócios abertos.

O Acre foi o estado que apresentou o maior crescimento percentual no período, com aumento de 26,6% em relação aos primeiros meses de 2021 e de 41,7% quando comparado com o segundo quadrimestre de 2020. Em seguida no ranking estão os estados do Amapá, Rondônia, Alagoas e Roraima.

Setores

A atividade econômica que representou o maior fluxo de novos negócios foi o comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios, com 82.943 novas empresas abertas. Houve aumento de 11% em relação aos primeiros meses de 2021 e de 20,7% em relação ao segundo quadrimestre de 2020. De acordo com o ministério, outros ramos que tiveram destaque foram promoção de vendas (67.888 empresas abertas), cabeleireiros, manicure e pedicure (46.137 abertas) e obras de alvenaria (45.957 abertas).

Tempo de abertura

Ainda de acordo com o ministério, o tempo médio para a abertura das empresas no segundo quadrimestre de 2021 foi de dois dias e 16 horas. São 13 horas a menos do que o registrado nos primeiros quatro meses do ano. Em comparação com o mesmo período de 2020, houve uma redução de cinco horas.

O estado de Goiás se destaca com o menor tempo para a abertura de negócios no período: um dia e duas horas, o que representa uma queda de 16 horas (38,1%) em relação ao primeiro quadrimestre deste ano. Além disso, Goiânia conquistou neste último quadrimestre o posto de  abertura mais ágil entre as capitais, com tempo médio de 18 horas. Completam a lista de capitais mais ágeis as cidades de Maceió (AL), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Natal (RN), todas com tempo menor que dois dias.

Em Salvador, a abertura de empresas, que chegou a ser feita em 31 dias, atualmente é realizada em dois dias e 19 horas. Com isso, o município avançou no ranking nacional de tempo de abertura de negócios entre as capitais do país. Segundo o ministério, a redução no tempo de abertura é resultado da integração da capital à Junta Comercial do estado, de modo que os procedimentos necessários para criar um empreendimento são realizados no site da junta, sem a necessidade de coletas adicionais em outros endereços eletrônicos.

A Estratégia de Governo Digital 2020-2022 definiu como meta diminuir para um dia o tempo médio de abertura de empresas no Brasil.

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