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Confiança do consumidor cai em outubro e atinge pior nível da história

Este é o quarto mês consecutivo que o índice amplia o recorde negativo de pessimismo

Economia|Do R7

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O índice da situação atual recuou 2,1%, com piora das avaliações dos consumidores tanto sobre a economia quanto finanças pessoais
O índice da situação atual recuou 2,1%, com piora das avaliações dos consumidores tanto sobre a economia quanto finanças pessoais

O Índice de Confiança do Consumidor da FGV (Fundação Getulio Vargas) recuou 0,8% em outubro deste ano, atingindo 75,7 pontos, o menor nível da série histórica pelo quarto mês consecutivo.

A coordenadora da sondagem do consumidor, Viviane Seda Bittencourt, afirma que a “falta de sinalizações positivas no front econômico associada às incertezas políticas mantêm a confiança no mínimo histórico”.


— Os consumidores continuam bastante insatisfeitos com o presente e pessimistas em relação ao futuro. Houve estabilidade do índice que mede as expectativas, mas, após recuo de 5,4% no mês anterior, esse movimento é ainda insuficiente para sugerir a possibilidade de uma mudança de tendência.

Em outubro, o índice da situação atual recuou 2,1%, com piora das avaliações dos consumidores a respeito tanto da economia quanto das finanças pessoais. O índice de expectativas manteve-se estável no menor nível da série: 81,1 pontos.


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O quesito que mede o grau de satisfação com a situação econômica foi o que mais contribuiu para a queda do índice de confiança no mês. Em outubro, apenas 2,7% dos consumidores avaliam a situação econômica local como boa; 86,3% a consideram ruim.

Com relação aos próximos meses, houve aumento de 1,3% do indicador que mede a intenção de compras de duráveis. Essa melhora, no entanto, não parece fundamentada o suficiente para sinalizar uma nova tendência para o indicador que, em 63,6 pontos, continua bem próximo ao mínimo histórico de 62,8 pontos registrado no mês anterior.


A parcela dos consumidores que pretendem comprar mais nos próximos seis meses caiu de 9,3% para 8,9% enquanto dos que projetam compras menores passou de 46,5% para 45,3%.

Analisando o resultado por faixas de renda, nota-se uma alta de 2,8% na confiança dos consumidores com renda familiar mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800, exatamente o segmento que registrara a maior queda no mês anterior (-8,4%).

No extremo oposto, houve nova queda (de 2,9%) da confiança dos consumidores de renda mais alta (acima de R$ 9.600), após recuo de 7,4% no mês anterior.

Consumidores continuam bastante insatisfeitos com o presente e pessimistas em relação ao futuro, afirma FGV
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