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Confiança do setor de serviços sobe, mas mantém tendência de queda

O otimismo foi influenciado  pelas expectativas em relação aos próximos meses

Economia|Do R7

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Aumentou o número de empresas que esperam melhora no futuro
Aumentou o número de empresas que esperam melhora no futuro

O ICS (Índice de Confiança de Serviços) da FGV (Fundação Getulio Vargas) avançou 4,3% entre julho e agosto, para 116,5 pontos, recuperando cerca de 2/3 da perda observada no mês anterior, quando havia caído 6,4%.

O movimento caracteriza-se como de acomodação, sendo ainda insuficiente para reverter a trajetória declinante da confiança observada desde o final do ano passado.


Entre julho e agosto o aumento da confiança foi disseminado, alcançando 10 das 12 atividades pesquisadas.

Na maioria dos segmentos a variação em relação a julho ficou em torno de 2,0%, à exceção do segmento de serviços de informação, em que a alta chegou a 13,6%, contribuindo de forma significativa para o resultado do setor.


O aumento do ICS em agosto foi influenciado, sobretudo, pelas expectativas das empresas em relação aos próximos meses. OIE-S (Índice de Expectativas) subiu 5,2%, atingindo 133,9 pontos; e o ISA-S (Índice da Situação Atual) avançou 3,2%, ao registrar 99,1 pontos.

O indicador que mede o otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes foi o que mais contribuiu para a alta do IE-S, ao subir 8,7%.


A proporção de empresas prevendo uma situação melhor no futuro subiu de 35,0% para 43,7%, enquanto a parcela daquelas prevendo piora se reduziu de 9,1% para 6,9%. O indicador do quesito demanda prevista subiu 1,9%, na mesma base de comparação.

O avanço do ISA-S entre julho e agosto foi influenciado pelo quesito situação atual dos negócios (6,2%).


A proporção de empresas que avaliam a situação atual como forte passou de 20,4% para 23,7%, enquanto a parcela das que a consideram fraca se reduziu de 20,7% para 17,8%. O quesito volume de demanda atual ficou praticamente estável (0,5%).

De modo geral, os indicadores da Sondagem de Serviços, que vinham apontando uma trajetória de deterioração no ritmo de atividade do setor, atingindo em julho o seu pior resultado desde 2009, mostram um mês de agosto mais favorável.

O resultado pode ser atribuído, em parte, à devolução da queda expressiva no mês anterior, mas é ainda insuficiente para configurar interrupção na trajetória recente de declínio da confiança empresarial na atividade de serviços.

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