Dólar cai a R$ 4,02 e atinge menor valor em cinco semanas
Queda de 1,39% da moeda norte-americana manter a previsão de aumento dos juros nos Estados Unidos
Economia|Do R7

O dólar terminou a quarta-feira (26) com queda superior a 1% e no menor nível em mais de um mês, próximo dos R$ 4, influenciado pela decisão do Banco Central dos EUA de manter sua previsão sobre a trajetória gradual de aumento dos juros nos Estados Unidos.
Na sessão, a moeda norte-americana recuou 1,39%, a R$ 4,0262 na venda, menor valor desde os R$ 3,9517 de 20 de agosto.
Na mínima do dia, o dólar foi a R$ 4,0096 e, na máxima, R$ 4,0949. O dólar futuro tinha baixa de 1,3%.
À tarde, o desfecho da decisão de política monetária do Federal Reserve ajudou a derrubar um pouco mais o preço do dólar ante o real.
"Havia algum temor de que o Fed poderia indicar mais aumentos dos juros no próximo ano, mas ele manteve a previsão de que devem ocorrer mais três novas altas em 2019", explicou o economista-chefe Candido, da Guide.
Ao elevar a taxa de juros para o intervalo de 2% a 2,25% nesta tarde, o terceiro aumento em 2018, o Fed deixou sua perspectiva de política monetária para os próximos anos praticamente inalterada em meio ao crescimento econômico estável e a um mercado de trabalho forte no país.
A autoridade monetária previu mais um aumento em dezembro, mais três no ano que vem e um derradeiro em 2020. Após o Fed, o dólar tinha leve alta ante a cesta de moedas e caía ante as divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano.
Os operadores também citaram fluxo como justificativa para o recuo do dólar ante o real, além de um movimento de zeragem de posições compradas.
O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 10.900 swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. O BC já rolou até esta sexta-feira US$ 9,265 bilhões em swaps cambiais do total de US$ 9,801 bilhões que vencem em outubro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.












