Dólar cai pela 3ª vez seguida e vale R$ 3,25
Queda de 0,46% da moeda dos EUA foi guiada pela eleição de novo presidente da Câmara
Economia|Do R7

O dólar fechou em queda frente ao real pela terceira sessão consecutiva nesta quinta-feira (14), após a eleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), considerado pragmático e com bom trânsito com o presidente interino, Michel Temer, como presidente da Câmara dos Deputados.
O dólar recuou 0,46%, a R$ 3,2595 na venda, após chegar a R$ 3,2175 na mínima da sessão. A moeda norte-americana acumulou queda de 1,53% em três sessões. O dólar futuro caía cerca de 0,2% no fim da tarde.
"Maia representou nova conquista do presidente interino visto que tende a 'jogar lado a lado' com o mesmo no que tange à aprovação de medidas relevantes ao ajuste fiscal no Congresso", escreveram analistas da corretora H.Commcor em nota a clientes.
A eleição de Maia como sucessor do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) dá fim à instabilidade causada nos trabalhos da Casa pelas idas e vindas sob a interinidade do primeiro vice-presidente Waldir Maranhão (PP-MA).
A votação foi bem recebida pelo mercado, que demonstrava preocupação com o crescimento da candidatura de Marcelo Castro (PMDB-PI).
Castro se posicionou contra o impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, assustando investidores que culpam as política adotadas em seu primeiro mandato por aprofundar a crise econômica no Brasil.
O dólar chegou a cair mais de 1% frente ao real no intradia, mas reduziu as perdas durante a tarde em movimento de realização de lucros e alinhou-se com os pares da América Latina.
A moeda norte-americana recuou em relação às principais moedas emergentes nesta sessão após o Banco da Inglaterra informar que deve adotar medidas em três semanas, apesar de surpreender operadores ao manter os juros nesta manhã.
"Foi uma decepção para muitos, mas a sinalização [de mais estímulos no curto prazo] é uma colher de chá", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.
A atuação do Banco Central brasileiro tampouco foi suficiente para estancar o tombo da moeda norte-americana. A autoridade monetária vendeu novamente nesta manhã 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares, repetindo a operação que realizou em todos os pregões deste mês exceto um.














