Economia Dólar fecha a terça-feira em ligeira alta e vale R$ 5,61

Dólar fecha a terça-feira em ligeira alta e vale R$ 5,61

Valorização de 0,11% da moeda norte-americana ante o real ocorreu com dúvidas sobre estímulo nos Estados Unidos

Reuters
Dólar oscilou entre R$ 5,55 e R$ 5,63 na sessão

Dólar oscilou entre R$ 5,55 e R$ 5,63 na sessão

Thomas White/Reuters - 22.6.2017

O dólar zerou a queda de mais cedo e fechou perto da estabilidade ante o real nesta terça-feira (20). No fechamento da sessão, a moeda norte-americana subia 0,11%, a R$ 5,6114.

Ao longo do dia, o dólar bateu a mínima, de R$ 5,5484 (-1,02%) por volta de 14h30. Na máxima, alcançada ainda no começo do pregão, a cotação marcou R$ 5,6274 (+0,39%).

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As oscilações ocorreram com investidores recompondo posições na moeda norte-americana diante do menor fôlego de ativos de risco no exterior, em meio à aproximação do prazo final para um acordo nos Estados Unidos que abra espaço para estímulos econômicos antes das eleições no país.

O real amarga o título de moeda relevante que mais perde ante o dólar neste ano (-28,49%) e que apresenta a maior volatilidade (quase 18% ao ano), diante de uma combinação de incerteza fiscal, impacto econômico da pandemia, juros baixos e saídas de recursos.

Na avaliação do Bulltick, que presta serviços bancários e de gestão de recursos, a tendência é que o real continue fraco, mas há expectativa de que as pressões de baixa sobre a moeda arrefeçam.

"A curva de Covid-19 no Brasil começou a cair acentuadamente, mas gastos elevados se tornarão uma preocupação para investidores no longo prazo. No curto prazo, porém, (o Brasil) se beneficiará de uma perspectiva de forma geral melhor para os mercados emergentes", afirmou a instituição em nota.

O canadense Scotiabank avalia que o Banco Central está mais "cauteloso" no que tange à política monetária, depois que a queda da Selic a mínimas recordes ajudou a elevar as pressões sobre o real, uma vez que reduziu a atratividade da moeda brasileira como moeda destino de operações de "carry trade" (arbitragem com taxa de juros).

"Consideramos que uma das razões pelas quais o BC está sendo cauteloso agora --apesar da fraqueza econômica e da inflação contida-- é um medo de que a depreciação de quase 30% do real no acumulado do ano possa levar a uma mudança na direção de um regime de 'elevado pass-through (repasse cambial aos preços)'", afirmou o banco em nota.

"Apertem os cintos, a volatilidade começou", disse Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos. "Será assim até, no mínimo, as eleições {nos EUA], podendo se estender", concluiu. O foco do mercado nesses últimos dias tem se voltado ainda mais para as negociações em torno de um novo pacote de estímulo nos Estados Unidos.

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