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Dólar fecha estável a R$ 3,12, por Grécia e expectativa de entradas

Na semana, a moeda americana acumula alta de 0,84%

Economia|Do R7

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Segundo dados da bolsa de valores de São Paulo, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,3 bilhão
Segundo dados da bolsa de valores de São Paulo, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,3 bilhão

O dólar fechou estável ante o real nesta sexta-feira (25), com a perspectiva de mais altas de juros no Brasil ofuscando persistentes preocupações com a crise envolvendo a dívida da Grécia.

A moeda norte-americana ficou em R$ 3,1282 na venda, acumulando na semana alta de 0,84%. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,3 bilhão.


"De maneira geral, foi um dia sem grandes notícias e o dólar caminhou de lado", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

Analistas da corretora Lerosa Investimentos escreveram em relatório que, sobre a Grécia, a semana "começou esperançosa e termina com incertezas e angústias".


O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, convocou nesta sexta-feira uma reunião urgente de seu gabinete após líderes da zona do euro advertirem que Atenas tem até o fim de semana para aceitar um acordo que evite o calote. No sábado haverá uma reunião entre os ministros de Finanças do Eurogrupo para tratar do assunto.

Nesse contexto, o dólar se fortalecia em relação a moedas como o euro e os pesos chileno e mexicano.


No Brasil, no entanto, a perspectiva de que o Banco Central continue elevando os juros sustentou expectativa de entradas de capitais externos no país, o que aliviaria as cotações aqui.

Na véspera, o governo fixou a meta de inflação medida pelo IPCA em 4,5% ao ano para 2017, mas reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ante os atuais 2 pontos, sustentando as expectativas de que o BC continuará adotando postura austera ao elevar a Selic.


No mercado de juros futuros, investidores apostam que a taxa básica de juros, atualmente a 13,75%, deve subir a 14,75% ao fim do atual ciclo de aperto monetário.

"A expectativa de alta de juros limita o espaço para altas muito fortes do dólar, pelo menos enquanto não temos grandes novidades em relação ao Fed", disse o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira, referindo-se às dúvidas sobre quando o Federal Reserve, banco central norte-americano, começará a elevar os juros nos Estados Unidos.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total no leilão de rolagem de swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Com isso, repôs o equivalente a US$ 5,713 bilhões ao todo, ou por volta de 65% do lote total, que corresponde a US$ 8,742 bilhões.

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