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Dólar interrompe sequência de altas e volta a valer menos de R$ 3,55

Moeda norte-americana recuou 1,35%, a R$ 3,54, após encostar no patamar de R$ 3,60 na quarta-feira

Economia|Do R7

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Dólar recuou guiado por ambiente internacional
Dólar recuou guiado por ambiente internacional

Após três altas consecutivas, o dólar deu uma trégua e fechou abaixo do patamar de R$ 3,55 nesta quinta-feira (10), favorecido pelo recuo global da moeda norte-americana após dados mais fracos de inflação aliviarem a pressão sobre alta de juros adicionais nos Estados Unidos neste ano.

Nesta sessão, o dólar recuou 1,35%, a R$ 3,5467 na venda, depois de acumular alta de 2,62% no mês até a véspera, quando encostou no patamar de R$ 3,60, o maior em dois anos.


Entre fevereiro e abril, a moeda norte-americana já havia saltado 10%. O dólar futuro tinha queda de cerca de 1,35% no final da tarde.

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"Esse alívio é momentâneo. Há muitas incertezas ainda. Precisamos ver outros indicadores sobre a economia dos EUA e ainda há a questão eleitoral doméstica", disse o gestor de derivativos de uma corretora local, para quem R$ 3,50 agora seria um piso para o mercado.


Neste pregão, os mercados respiraram um pouco mais aliviados depois da divulgação de que o índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos aumentou menos do que o esperado em abril. O dólar caía ante uma cesta de moedas e tinha forte perda ante divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

BC


Internamente, o chamado diferencial de juros também influenciava os mercados, diante da expectativa de que o BC (Banco Central) brasileiro vai reduzir a Selic na próxima semana para nova mínima histórica, a 6,25% ao ano.

E, com temores de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa elevar mais os juros nos Estados Unidos, os investidores tendem a migrar para a maior economia do mundo atrás de rendimentos com baixíssimo risco.


"Mesmo que o BC corte os juros por aqui, o mercado doméstico continua atrativo. Não tanto quanto antes, mas continua", afirmou Foresti, acrescentando que, diante do cenário eleitoral incerto, o dólar deve sofrer mais pressão de alta do que de baixa ante o real.

Apesar do nervosismo que tomou conta das moedas emergentes nos últimos dias, pesquisa Reuters com analistas constatou que, pelo menos para as seis principais divisas latino-americanas, uma parte da perda de valor recente deve ser recuperada nos próximos meses.

O dólar deve ser negociado a R$ 3,40 em 12 meses, mostrou a pesquisa, sobre R$ 3,35 esperados no levantamento de um mês atrás, enquanto o peso mexicano permaneceu em 18,5 por dólar.

O BC vendeu, pela sexta sessão, a oferta integral de até 8.900 contratos em swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 2,670 bilhões do total de US$ 5,650 bilhões que vence em junho.

Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês, o BC terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês que vem e colocado o equivalente a US$ 2,8 bilhões adicionais.

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