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Dólar sobe e fecha o dia cotado a R$ 2,59

Alta de 1,29% foi motivada  pela expectativa de avanço menor da taxa básica de juros

Economia|Do R7

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Na máxima da sessão, moeda chegou a R$ 2,59
Na máxima da sessão, moeda chegou a R$ 2,59

dólar fechou com alta de mais de 1% ante o real nesta quinta-feira (4), após o BC (Banco Central) sinalizar que pode desacelerar o ritmo do aperto monetário, enfraquecendo as expectativas de que juros mais altos no Brasil poderiam atrair mais recursos externos.

O dólar subiu 1,29%, a R$ 2,5898 na venda, chegando a R$ 2,5933 na máxima da sessão. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,2 bilhão.


"O mercado estava com uma expectativa de que o BC fosse mais rígido no comunicado e agora precisa se ajustar", disse o operador de câmbio da corretora B&T, Marcos Trabbold.

Na véspera, o BC apertou o passo e elevou a Selic em 0,5 ponto percentual, a 11,75%, mas ressaltou que a decisão foi tomada "neste momento" e que os esforços adicionais de política monetária devem ser adotados "com parcimônia". No encontro anterior, o BC havia surpreendido o mercado ao elevar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual.


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O comunicado levou investidores no mercado de juros futuros a apostarem em aperto monetário menor. A curva de DIs passou a indicar que o atual ciclo de altas de juros deve somar 1,5 ponto, levando a taxa básica a 12,5%. Até a véspera, os contratos mostravam que a Selic terminaria o ciclo a 12,75 por cento.


Quanto maior a alta dos juros, maior o rendimento dos ativos brasileiros, o que tende a atrair para o País capitais externos em busca de ganhos. Na medida em que essa expectativa perdia força, o câmbio também acabava se ajustando.

O avanço ganhou mais força após o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, afirmar que o BCE vai reavaliar o impacto de seus estímulos monetários no início do ano que vem. Parte do mercado esperava uma indicação mais forte de que o BCE pretendia realizar mais medias de estímulos, injetando recursos na economia global que poderiam migrar para países como o Brasil.


"Alguns no mercado acreditam que a ideia de que o BCE vai só reavaliar suas ações em janeiro, em vez de já realizar compras (de ativos), é um pouco mais 'hawkish' do que eles esperavam", disse o economista da 4Cast Pedro Tuesta.

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Na cena doméstica, investidores aguardam agora mais detalhes sobre quais medidas serão adotadas pela próxima equipe econômica da presidente Dilma Rousseff para enfrentar a inflação alta e crescimento baixo. Nas mesas de câmbio, as atenções estão voltadas principalmente para o programa de intervenções diárias do BC no câmbio, marcado para durar até o fim deste ano.

"O mercado já colocou no preço que o programa vai diminuir. Resta saber o quanto, sabendo que existe inclusive a possibilidade de ele acabar", disse o operador de uma corretora internacional.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de até 4.000 swaps cambiais, equivalentes a venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Foram vendidos 2.450 contratos para 1º de junho e 1.550 para 1º de setembro de 2015, com volume correspondente a US$ 197,9 milhões.

O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro, equivalentes a US$ 9,827 bilhões. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 20% do lote total.

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