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Economia fraca afeta entusiasmo de empresários para investir em 2015

Para 29% das empresas do setor de construção, a decisão sobre investimentos é "incerta"

Economia|Do R7

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As incertezas em relação ao próximo ano também contribuíram para que as empresas reavaliassem seus planos
As incertezas em relação ao próximo ano também contribuíram para que as empresas reavaliassem seus planos

O ritmo da economia neste ano afetou o ímpeto de empresários para investir em todas as atividades da economia, mas duas com destaque: comércio e construção. As incertezas em relação ao próximo ano também contribuíram para que as empresas reavaliassem seus planos, segundo dados da Sondagem de Investimentos, apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O comércio ainda detém liderança entre as intenções de investimento para 2015, mas a diferença em relação aos prognósticos realizados para 2014 é grande. Segundo a sondagem, 52% pretendem ampliar os gastos em investimento no ano que vem — mas, no início deste ano, essa fatia era de 63%. Ao mesmo tempo, 8% pretendem diminuir investimentos em 2015, contra 3% em 2014.


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Na construção, o quadro se repete. Ao todo, 34% das empresas deste segmento devem ampliar investimentos em 2015, contra 45% que pretendiam fazê-lo neste ano. Por outro lado, 21% devem diminuir os gastos no ano que vem, contra 11% em 2014.

Na indústria e nos serviços, também houve piora do quadro. No caso do setor produtivo, 41% dos empresários pretendem ampliar investimentos em 2015, de 47% neste ano. Os que devem reduzir esse tipo de gasto em 2015 são 18%, contra 19% em 2014.


Entre os empresários de serviços, 45% devem elevar o volume de investimentos no ano que vem. Essa fatia era de 48% no início deste ano. No sentido contrário, 8% pretendem reduzir esses gastos, de 7% no começo de 2014.

"O fraco desempenho econômico atual e as incertezas em relação a 2015 se refletem nas previsões das empresas para a realização de investimentos no ano que vem", avaliou a FGV, em nota.


Esses números, porém, podem mudar ao longo do ano, principalmente por causa da incerteza já apontada pelos empresários. Segundo a FGV, 29% das empresas do setor de construção classificaram como "incerta" a decisão sobre seu plano de investimentos. Essa fatia foi de 26% nos serviços, 20% no comércio e de 17% na indústria. A construção também detém a menor fatia de empresários seguros sobre o plano: 22%.

A Sondagem de Investimentos é um levantamento estatístico trimestral que fornece sinalizações sobre o rumo dos investimentos produtivos no setor industrial. A coleta de dados para a sondagem divulgada hoje ocorreu entre 6 de outubro e 28 de novembro. Foram ouvidas 3.866 empresas.

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