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Grécia terá que fazer ajustes de 4% a 5% do PIB em troca de resgate

Economia|Do R7

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Bruxelas, 12 ago (EFE).- A Grécia terá que aplicar dentro do terceiro resgate financeiro estipulado com seus sócios da zona do euro ajustes que representarão entre 4% e 5% do PIB do país, assim como reformas na previdência, a eliminação de subsídios aos agricultores e um rígido calendário de privatizações. As medidas foram estabelecidas no Memorando de Entendimento fechado entre a Grécia e as instituições credoras, ao que a Agência Efe teve acesso, e que ainda precisa receber o sinal verde dos sócios da Grécia na zona do euro. O documento estabelece um resgate de entre 82 bilhões e 86 bilhões de euros, acompanhado de um programa de três anos de duração nos que os sócios da Grécia exigem que o país que empreenda uma detalhada e ampla lista de reformas e ajustes. "No total, o pacote fiscal especifica um pacote de ajuste em uma categoria de 4% a 5% do PIB durante o horizonte programado", explicou um documento de sínteses que acompanha o acordo técnico alcançado ontem. Esta exigência também "garante" que a ajuda concedida ao país se mantenha em torno das quantidades citadas. Fontes comunitárias explicaram que não se espera em nenhum caso superar o teto de 86 bilhões de euros. Além disso, ponderaram que o valor que a zona do euro desembolsará dependerá em boa medida da contribuição do Fundo Monetário Internacional (FMI), cuja participação é fundamental para países como a Alemanha aceitarem a concessão de um novo resgate. O Memorando de Entendimento inclui as metas de superávit primário da Grécia: 0,5% ano que vem, 1,75% em 2017 e 3,5% em 2018. Além disso, introduz exigências em questões "controversas, mas necessárias", que já haviam sido obstáculos nas negociações anteriores entre Atenas e seus sócios. Entre elas, está a segunda fase da reforma do sistema de previdência, para limitar e desincentivar as pré-aposentadorias, e que eleva - gradualmente, até 2022 - para 67 anos a idade mínima para aposentadoria. Também inclui mais mudanças no IVA e no sistema fiscal, com o fim de benefícios fiscais aos agricultores. O acordo técnico aumenta o ritmo do programa de privatizações grego, incluindo o início da licitação dos portos de Pireo e Salônica para outubro, e estabelece como objetivo obter 6,4 bilhões de euro até 2017. O governo de Alexis Tsipras deverá aprovar em setembro e em outubro um grande número de medidas, para reforçar a "credibilidade" com seus sócios, diz o documento. EFE mtm-cai/cd

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