Logo R7.com
RecordPlus

Indústria vê risco e critica avanço de PEC pelo fim da jornada 6x1 na Câmara

Setor teme influência da corrida eleitoral e pouco embasamento para mudança na jornada laboral

Economia|Do R7, em Brasília

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CCJ da Câmara dos Deputados aprovou unânime a proposta que visa acabar com a escala de trabalho 6x1.
  • Entidades industriais expressam preocupações sobre uma discussão enviesada por motivos eleitorais.
  • A proposta, conhecida como PEC 211 de 2019, busca a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
  • O governo federal enviou a proposta ao Congresso Nacional com caráter de urgência constitucional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para entidades, o projeto avança sem devido aprofundamento técnico de impacto na economia Tomaz Silva/Agência Brasil - Arquivo

Enquanto a Câmara dos Deputados aguarda a definição do relator para seguir com o debate sobre a medida que colocaria fim à escala de trabalho 6x1, entidades ligadas à indústria temem uma discussão enviesada por fins eleitorais e riscos ao PIB (Produto Interno Bruto).

A preocupação das empresas se elevou na última quarta-feira (22) após a aprovação unânime da proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara dos Deputados. Agora, a medida segue para votação em comissão especial.


Leia mais

A proposta que tramita é a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 211 de 2019, enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional em caráter de urgência constitucional. O texto prevê a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.

Caráter eleitoral

Para a FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), o risco se expande para diferentes campos. Na visão da companhia, a votação pela mudança na escala trabalhista é “insustentável” e “avança sem o devido aprofundamento técnico e sem avaliação consistente dos impactos sobre a economia, o emprego e a renda da população”.


Um estudo realizado pela empresa revelou que a medida pode impactar o PIB brasileiro em até 16%, potencialmente provocando a perda de 18 milhões de postos de trabalho no país. Dentre outros efeitos, há aumento do custo de vida e redução do poder de compra das famílias.

Outra preocupação da FIEMG diz respeito às eleições e ao papel que a pauta da escala trabalhista desempenha nas campanhas eleitorais; a sigla acredita que a aprovação é “precipitada” e aposta em “ganhos políticos de curto prazo”. Para contornar o enviesamento eleitoral, a Federação defende que a votação ocorra após as eleições de outubro e novembro.


A entidade defende que as mudanças partam do limite atual de 44 horas semanais e sejam trabalhadas com ajustes por meio de negociação coletiva, levando em conta a realidade específica de cada setor produtivo.

Ameaças ao PIB

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) se juntou a outras 27 federações estaduais da indústria, 95 associações setoriais e 342 sindicatos industriais e também se posicionou contrária à decisão.


Em uma nota divulgada na última quinta-feira (23), a entidade reconhece a legitimidade do debate, mas pede atenção para a possibilidade de impactos severos sobre a economia e a criação de empregos formais.

Estimativas apresentadas no documento reforçam que a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais pode resultar em impacto expressivo à indústria, com um aumento de custo de aproximadamente R$ 88 bilhões. Outro estudo do FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) aponta para uma queda de até 11,3% do PIB brasileiro, caso a redução da jornada seja aprovada, bem como aumento no desemprego e na informalidade.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.