Pedidos de crédito para aeroportos esperam no BNDES
Guarulhos, Viracopos e Brasília garantiram R$ 2,9 bilhões em empréstimo do Banco
Economia|Do R7
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovará até o fim de novembro os empréstimos de longo prazo para as concessionárias dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Brasília, privatizados em fevereiro de 2012.
No fim de 2012, as três concessionárias garantiram R$ 2,9 bilhões do BNDES em empréstimos-ponte, tipo de financiamento emergencial e de curto prazo, concedido à empresa enquanto o banco de fomento analisa o projeto para fechar a operação de longo prazo. Os aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em Campinas, levaram R$ 1,2 bilhão cada. Brasília recebeu R$ 488 milhões.
Segundo o superintendente da AIE (Área de Infraestrutura) do BNDES, Nelson Siffert, não serão necessários aportes adicionais por meio de empréstimos-ponte - os recursos serão suficientes até a aprovação.
— Espero fechar o (empréstimo) de longo prazo até o fim de novembro. Todos os três têm apresentado um bom desempenho, do ponto de vista dos investimentos que têm sido feitos.
Governo não ajudará aéreas, diz Gleisi
O governo federal não pretende socorrer as companhias aéreas brasileiras, que fizeram em agosto vários pedidos para sair do período de dificuldades que atravessam. Segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o governo entende já ter concedido incentivos e feito "colaborações importantes" para ajudar as companhias aéreas a enfrentar as dificuldades financeiras.
A ministra disse que o governo "tem limites" para ajudar as empresas e que a alteração na fórmula de cálculo do preço do querosene de aviação, um dos pedidos das companhias aéreas, é "uma discussão com a Petrobras".
— Demos uma colaboração importante, fizemos um bom pedaço", afirmou Gleisi ao Estado. Ela disse ainda que há riscos do negócio implícitos assumidos na operação. "A variação de câmbio e o impacto dessa realidade é do cotidiano delas, é do risco.
As empresas têm pressionado por um socorro oficial. Querem, entre outros pontos, a revisão da fórmula adotada para os preços do querosene de aviação, a desoneração tributária e a equalização do ICMS em 4% entre os Estados.
— Esse é um ponto da Petrobras, uma discussão com a Petrobrás. Não entramos nisso.
As empresas pedem ainda uma redução do peso das taxas aeroportuárias e aeronáuticas, equivalentes a 6% do custo total da operação.
Gleisi lembrou algumas ações recentes do governo para o setor aéreo:
— Demos incentivos e colaborações importantes, como a desoneração da folha (de pagamentos). Não deixamos aumentar tarifas aeroviárias no final do ano e estamos tirando as tarifas aeroportuárias de aeroportos regionais. Isso tudo ajuda.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.













