Prévia da inflação oficial acelera em janeiro pressionada pela carne
Outros itens que pesaram no bolso do consumidor foram a batata-inglesa e o feijão carioca
Economia|Do R7

A prévia da inflação oficial, IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), acelerou em janeiro com alta de 0,89%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado é 0,10 ponto percentual maior do que a taxa de 0,79% de dezembro. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice foi para 6,69%, acima do resultado de 6,46% registrado em 2014. Em janeiro do ano passado, a taxa havia sido 0,67%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, a maioria mostrou resultados superiores aos de dezembro. O item carnes liderou os principais impactos individuais do mês, com 0,09 ponto percentual (p.p.) e alta de 3,24%.
Junto com vários outros itens que exerceram pressão, como batata-inglesa (32,86%) e feijão carioca (24,25%), levou o grupo Alimentação e Bebidas a ser, com variação de 1,45%, responsável por 40% do IPCA-15 de janeiro, detendo 0,36 ponto percentual (p.p.).
Conta de luz
Logo após os alimentos no ranking dos principais impactos está a energia elétrica, com 0,08 ponto percentual e alta de 2,60%. À exceção da região metropolitana de Fortaleza (-4,82%) e de Salvador (-1,91%), cujas contas tiveram queda na parcela referente ao PIS/COFINS, as demais apresentaram alta, com destaque para Porto Alegre, que chegou a 11,80% tendo em vista o reajuste de 22,41% em uma das concessionárias desde 8 de dezembro.
Neste mês de janeiro, em todas as regiões, foi apropriada parte do efeito do Sistema de Bandeiras Tarifárias, modelo de cobrança do gasto com usinas térmicas, que passou a vigorar a partir de primeiro de janeiro.
Além da energia, os gastos com Habitação, que subiram 1,23%, foram influenciados pelos seguintes itens: aluguel residencial (1,26%); mão de obra para pequenos reparos (0,95%); condomínio (0,81%); e taxa de água e esgoto (0,77%).
Ônibus
Seguindo os principais impactos no mês, os ônibus urbanos vieram em terceiro lugar, com 0,07 p.p. e alta de 2,85%, tendo em vista reajustes ocorridos nas seguintes regiões: Rio de Janeiro (4,67%), com reajuste de 13,34% em 02 de janeiro; Belo Horizonte (4,21%), com 8,77% em 29 de dezembro; São Paulo (4,00%), com 16,66% em 06 de janeiro; Salvador (2,31%), com 7,00% em 02 de janeiro; e Recife (1,00%), com 13,50% em 11 de janeiro.
Houve, também, aumento nas tarifas dos intermunicipais, que ficou em 3,89%, sob pressão do Rio de Janeiro (2,89%), com reajuste de 12,46% em 10 de janeiro; Belo Horizonte (9,00%), com 9,31% em 17 de dezembro; São Paulo (8,46%), com 16,60% em 06 de janeiro; e Fortaleza (6,72%%), com 11,00% em 29 de dezembro.
Mesmo assim, com alta nos ônibus urbanos (2,85%), intermunicipais (3,89%) e ainda, no táxi (1,08%), conserto de automóvel (2,47%) e etanol (1,27%), o grupo dos Transportes foi para 0,75%, enquanto havia apresentado alta de 1,59% no mês anterior. Isto porque as tarifas aéreas, que haviam pressionado o índice de dezembro com 42,42%, foram para -4,21 %.
Outras despesas
No grupo das Despesas Pessoais, cujo resultado foi 1,39%, o destaque ficou com o item empregado doméstico, que subiu 1,49%, além de outros serviços como cabeleireiro (1,54%) e manicure (1,82%). Além disso, foi registrada variação de 3,02% nos cigarros, reflexo do reajuste praticado pelas indústrias.
Dentre os índices regionais, o maior foi o do Rio de Janeiro (1,35%), sob pressão dos alimentos (1,96%) e das tarifas de ônibus urbano (4,67%), item que refletiu parte do reajuste de 13,34% que entrou em vigor a partir de 02 de janeiro. O menor índice foi o de Salvador (0,49%), onde os combustíveis tiveram queda 1,56%, além da energia elétrica que também apresentou queda (-1,91%) em função de redução das alíquotas do PIS/COFINS:
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de dezembro de 2014 a 13 de janeiro de 2015 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de novembro a 12 de dezembro de 2014 (base).
O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.
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