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São Paulo tem a cesta básica mais cara do Brasil, vendida a R$ 437,42

Pesquisa do DIEESE ainda aponta que o preço dos alimentos essenciais para o brasileiro caiu em 19 capitais entre junho e julho

Economia|Thomaz Kravezuk, do R7*

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Salário mínimo é insuficiente para cesta básica mais todas as despesas
Salário mínimo é insuficiente para cesta básica mais todas as despesas

O preço da cesta básica em São Paulo foi o mais elevado do país em julho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor dos alimentos essenciais somados foi de R$ 437,42 na capital paulista.

As outras capitais que encabeçam a lista são Porto Alegre (R$ 435,02) e Rio de Janeiro (R$ 421,89). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 321,62), São Luís (R$ 336,67) e Natal (R$ 341,09).


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A pesquisa do DIEESE mostra ainda que o valor da cesta diminuiu em 19 capitais em relação a junho. As maiores quedas foram registradas em Cuiabá (–8,67%), São Luís (–6,14%), Brasília (–5,49%), Belém (–5,38%) e Rio de Janeiro (–5,32%). A maior alta ocorreu em Goiânia (0,16%).

Entre julho de 2017 e 2018, os preços médios da cesta caíram em todas as cidades, com destaque para as taxas de Salvador (–9,98%) e São Luís (–8,41%).


São considerados pelo DIEESE alimentos essenciais carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, legumes (tomate), pão francês, café em pó, frutas (banana), açúcar, óleo e manteiga.

Renda


O DIEESE estima mensamente o valor do salário mínimo que o brasileiro precisa para suprir as suas despesas familiares. Este valor é baseado na cesta mais cara do país.

As despesas englobadas na conta são as relacionadas à alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.


Em julho de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.674,77, mais de três vezes o salário mínimo atual, de R$ 954,00.

Em julho de 2017, o tempo necessário para adquirir os produtos da cesta básica era de 90 horas e 40 minutos. Em julho de 2018, a jornada necessária foi de 86 horas e 43 minutos.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Paulo Lima.

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