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Taxa de juros deve cair, mas efeito pode ser negativo, analisa professor

Expectativa é de redução da Selic para 14,25% ao ano; banco central americano também vai definir taxa nesta quarta (17)

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os bancos centrais do Brasil e dos EUA definirão suas taxas de juros nesta quarta-feira (17).
  • Expectativa de redução da Selic no Brasil para 14,25% ao ano, enquanto nos EUA a taxa pode permanecer entre 3,5% e 3,75%.
  • Professor Pedro de Leão Bispo alerta para possíveis efeitos negativos da queda da Selic se a taxa dos EUA subir.
  • Ministro da Fazenda, Dario Durigan, prevê inflação menor, mas analista ressalta que indicadores econômicos podem não refletir a realidade cotidiana.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos definem nesta quarta (17) suas respectivas taxas de juros. No país norte-americano, o Banco Central aposta no congelamento da taxa entre 3,5% e 3,75%. Caso isso se confirme, será a quarta reunião consecutiva sem mudanças. Já a expectativa no Brasil é de que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, que passaria então para 14,25% ao ano.

O professor de Finanças e Controle da FGV, Pedro de Leão Bispo, destaca que uma queda na Selic pode aliviar os juros altos que impactam programas de redução de dívidas no Brasil.


Ele acrescenta, porém, que uma queda da Selic no Brasil pode ter efeito negativo em caso de alta da taxa americana. “A questão é sempre a mesma: você baixa a taxa de juros aqui, os Estados Unidos aumentam lá, volta a ter dinheiro de investidor para lá, deixa de ter dinheiro de investidor aqui, com isso aí vêm os efeitos cascata, dólar sobe, bolsa cai, isso afeta a economia na sua rotina”, explica.

Nesta quarta (17), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o país terá uma inflação menor neste ano. O analista traz ressalvas ao otimismo. Ele ressalta a importância de entender a dinâmica dos indicadores econômicos, já que, na vida real, a situação pode ser diferente.


“Toda vez que há um aumento da atividade e movimentação econômica, o dinheiro flui com mais constância, tem mais fluidez no mercado e tende a abaixar a inflação [...]. E aí é aquela história: a inflação está caindo, está bacana no número geral, mas, quando você vai à feira, o tomate está custando um absurdo. Ou seja, as pessoas têm que entender que esses indicadores, esses números, não necessariamente se refletem diretamente na mesa ou na geladeira das famílias”, conclui.

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