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Alunos decidem manter ocupação nas escolas e pedem que decisão de Alckmin seja oficializada

Governador anunciou suspensão da reorganização do ensino público estadual após protestos

Educação|Caroline Apple, do R7, com Estadão Conteúdo

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Alunos fizeram vários protestos contra a reorganização escolar
Alunos fizeram vários protestos contra a reorganização escolar

Alunos de escolas ocupadas no Estado de São Paulo afirmam que desocuparão as instituições de ensino somente depois que a revogação da reorganização do ensino seja publicada no Diário Oficial. A decisão foi anunciada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo Camila Ianes, presidente da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), se for preciso, eles pretendem resistir até o fim do ano.

Ainda segundo Camila, existem outros Estados interessados em ocupar escolas para lutar pela reestruturação do ensino em todo o País e pleiteiam um novo modelo de educação. Os estudantes querem matérias que dialoguem com a realidade deles.


— Precisamos de uma escola que chame a atenção dos alunos, com a inserção da tecnologia. [Os alunos] não podem voltar para uma escola sucateada após as ocupações.

O principal sindicato dos professores do Estado de São Paulo, a Apeoesp, comemorou nesta sexta-feira (4), a suspensão da reorganização da rede estadual. A presidente do sindicato, Maria Izabel Noronha, contestou a acusação de que os estudantes foram aliciados pelo sindicato.


— Alckmin criminalizou quem era contra eles dizendo que os estudantes sofriam de aliciamento. Que aliciamento? Se a estudantada pensa e é consciente? Nós, professores, tivemos o papel de formá-los. Eles fizeram a luta pela inclusão. Teve autonomia dos estudantes, dos professores, dos funcionários, para tomar a decisão de ocupar as escolas.

Para Maria Izabel, toda esta mobilização é emocionante.


— É impossível não se emocionar quando vemos que 94 escolas seriam fechadas e que os estudantes teriam que andar 4,5,6 e até 8 km até a escola. Não tem como não se emocionar diante da 'desgraceira' e da bagunça que seria essa mudança que o governo estadual queria implantar.

Segundo ela, o plano para 2016 é debater as propostas. Maria Izabel cobrou ainda que a revogação saia no Diário Oficial.


— Enquanto não sair no DO, vamos continuar ocupando as ruas para dizer que não estamos parados.

Um trio elétrico da Apeoesp e um grupo de aproximadamente 300 começaram a se deslocar da praça Roosevelt por volta das 16h30 em direção ao prédio da Secretaria Estadual da Educação, na praça da República.

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