Pagamento de abono vai custar R$ 88 milhões à USP
Para fechar as contas, a instituição usa parte de suas reservas financeiras
Educação|Do R7

O abono de 28,6% para professores e funcionários da USP (Universidade de São Paulo), proposto pela Justiça do Trabalho para encerrar a greve que já dura 113 dias, custará R$ 88 milhões à reitoria. O valor é quase igual ao que a USP gasta, por mês, a mais do que recebe do Tesouro Estadual. Para fechar as contas, a instituição usa parte de suas reservas financeiras.
O Conselho Universitário, órgão máximo da instituição, se reúne nesta terça-feira, 16, para discutir se a USP paga o abono sugerido para cobrir a defasagem salarial desde maio, quando começou a negociação do dissídio — data-base da categoria. O reajuste de 5,2% dividido em duas parcelas (em setembro e dezembro) já foi aprovado pelo Cruesp (Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) há duas semanas.
A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a Unesp (Universidade Estadual Paulista) já ofereceram o abono de 28,6% às categorias. Na Unicamp, docentes e servidores voltaram ao trabalho. Na Unesp, parte dos grevistas aceitou a proposta, mas assembleias gerais ainda serão feitas para decidir o fim da paralisação na instituição.
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Os sindicatos da USP dizem que o total de R$ 88 milhões é pequeno e temem que o reitor Marco Antonio Zago proponha hoje um abono mais baixo.
— Esse valor pode ser pago tranquilamente, tendo em vista o que a USP tem de reserva, defende César Minto, vice-presidente da Adusp (Associação de Docentes da USP).
Ainda de acordo com os cálculos da reitoria, o gasto extra com o reajuste é de R$ 18 milhões por mês.
Os grevistas prometem fazer um ato no câmpus Butantã, zona oeste, enquanto acontece a reunião hoje. A reitoria não informou o local do encontro.
Mais verbas. O Cruesp enviou ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e à Assembleia Legislativa um pedido para elevar os repasses às universidades, como o Estado adiantou na semana passada.
Eles querem aumento da cota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que recebem de 9,57% para 9,907%. Outra solicitação dos reitores é aumentar o teto salarial nas universidades.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.













