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Professores das universidades federais e funcionários da USP, Unesp e Unicamp param nesta quarta-feira 

Segundo sindicato, na USP, servidores de 42 unidades aderiram à paralisação

Educação|Do R7

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Assembleia de alunos da USP realizada em 2012, durante greve
Assembleia de alunos da USP realizada em 2012, durante greve

Esta quarta-feira (21) foi estabelecida pelos docentes das Ifes (Instituições Federais de Ensino Superior) como Dia Nacional de Paralisação. Em todo o País, as seções sindicais do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) estão organizando paralisações, mobilizações, atos e panfletagem.

Dentre as reivindicações da categoria, estão: reestruturação da carreira docente, melhorias das condições de trabalho, valorização salarial de ativos e aposentados e garantia de autonomia universitária.


Os professores preveem uma articulação com os funcionários técnico-administrativos e estudantes, que estão em greve desde o dia 17 de março. Esse grupo reivindica a implantação da jornada de 30 horas semanais de trabalho, a revogação da criação da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e abertura imediata de concursos públicos.

USP, Unesp e Unicamp


Uma paralisação também está prevista nas três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp). A motivação da ação conjunta é justificada pelos funcionários, que alegam ter recebido um comunicado com 0% de reajuste salarial para este ano. Eles também reclamam do anúncio de 30% de corte de verbas para o ensino e pesquisa da USP. A categoria diz que a medida “vai afetar estudantes e pesquisadores”.

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— Nós [funcionários das universidades estaduais paulistas] estamos reivindicando ajuste salarial de 7% com base na inflação calculada pelo Dieese [Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos], mais reajuste de 5% referente a perdas históricas da categoria. O corte de 30% de verbas para cada unidade da USP anunciado esse ano é o principal ponto de reivindicação dos estudantes e dos professores, diz Magno de Carvalho, diretor do Sintusp (Sindicato dos Funcionários da USP).

Segundo Carvalho, nesta manhã, funcionários de 42 unidades da USP votaram pela adesão à paralisação de hoje.


Na última terça-feira (20), durante reunião do Conselho Universitário, o reitor da USP, Marco Antonio Zago, descartou a possibilidade de reajuste salarial antes de seis meses, devido à falta de recursos da instituição.

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Uma reunião de negociação entre Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e Fórum das Seis (entidade que congrega as entidades representativas de professores, estudantes e funcionários da USP, Unesp e Unicamp e Centro Paula Souza) ocorre esta manhã.

Segundo os servidores, a depender do resultado da reunião das entidades, uma greve poderá ser votada e avaliada por todas as categorias das três universidades estaduais paulistas.

Às 12h30, funcionários da USP farão uma assembleia geral na Cidade Universitária para avaliar a negociação entre Fórum das Seis e o Cruesp. Uma assembleia dos docentes da instituição está marcada para ocorrer às 16h. Estudantes terão assembleia geral às 18h. 

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