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Caiado promete PEC para limitar gastos e diz que País vive ‘momento dramático’

Candidato volta a prometer novo teto de gastos públicos, travado em 50% do PIB

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ronaldo Caiado promete PEC para limitar gastos públicos a 50% do PIB, visando responsabilidade fiscal.
  • Caiado destaca o "momento dramático" do país, com endividamento elevado, juros altos e criminalidade crescente.
  • O candidato critica o atual arcabouço fiscal e a taxa de juros, afirmando que são prejudiciais à economia.
  • Propõe políticas estruturantes para o setor rural, que enfrenta adversidades apesar do aumento na produtividade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Candidato à Presidência promete medidas para enfrentar endividamento e taxa de juros elevadas Alexandre Gajardoni/PSD

O candidato à Presidência pelo PSD e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, voltou a prometer nesta sexta-feira (28) que, caso eleito, encaminhará uma Proposta de Emenda à Constituição para limitar o crescimento dos gastos públicos a 50% do PIB.

Ele afirmou que o país vive um “momento dramático”, marcado por endividamento elevado, juros altos e avanço da criminalidade em todo o território nacional.


“Agora eu me sinto preparado para poder governar o país com aquilo que acumulei como serviço prestado e com a possibilidade de corrigirmos este momento tão dramático que vive o país, com endividamento altíssimo em todos os segmentos, taxas de juros insuportáveis, bets contaminando economia das famílias e a criminalidade se expandindo em todo o território brasileiro”, disse Caiado.

Novo teto fiscal

Ele voltou a acenar para uma política econômica que preza pela responsabilidade fiscal.


“Todo mundo tem que respeitar o reajuste do valor (dos gastos do governo) pela inflação, mas não pode acrescer a ele todo o crescimento do PIB”, disse. “Haverá um limite para o crescimento dos gastos a 50% do PIB”, detalhou Caiado sobre a proposta de emenda.

“Encaminharei emenda à Constituição dizendo que não gastaremos mais da metade do PIB. Primeiro vamos estabilizar a dívida/PIB.”


O candidato não quis especificar, porém, quais despesas seriam cortadas para limitar o orçamento. “Não só eu, mas nenhum que esteja fora do governo tem todos esses dados. Não saberia dizer qual é o ponto específico”, disse, acrescentando que a medida passaria pela análise de subsídios, incentivos e políticas já existentes.

Ele afirmou ainda que mudaria o atual arcabouço fiscal, ao qual chamou de “piada”, dizendo que o governo o “frauda toda hora” para viabilizar “benefício politiqueiro”.


Dívida pública e salário mínimo

Segundo Caiado, a dívida pública brasileira aumentou entre 11 e 12 pontos percentuais na relação dívida versus PIB nos últimos anos, superando R$ 1,3 trilhão, e hoje extrapola 80% do PIB.

“Pelos cálculos que fizemos, podemos chegar em 2030 com uma relação dívida/PIB em torno de 77% a 78%”, projetou.

Questionado sobre possíveis novas regras para a Previdência, o candidato disse que o tema “precisa ser rediscutido”, mas ponderou que isso não entraria no ajuste fiscal imediato de seu eventual governo, “porque existe direito adquirido”.

Sobre a manutenção de indexação de benefícios sociais ao salário mínimo, que hoje se reajusta anualmente, afirmou que a questão depende de haver caixa disponível.

“A sociedade quer primeiro que o governante corte na carne e mostre que equilíbrio fiscal não é adversário de políticas sociais.”

Taxa de juros

Caiado voltou a criticar a atual taxa de juros, afirmando que o quadro pode se agravar se o próximo presidente não agir.

“Não é somente o setor rural que está quebrado. É varejo, comércio, indústria, pequeno produtor, médio empresário”, disse.

“Não existe economia no mundo que sobreviva à taxa (de juros) real de 9%.” A taxa de juros real é obtida por meio da taxa anual da Selic, dividida pelo acumulado do IPCA, a taxa oficial de inflação, em 12 meses.

Para ele, o patamar atual de juros estimula os investimentos em renda fixa, desestimula a injeção de recursos em produção.

Agro

Para o ex-governador de Goiás, o setor rural vive hoje uma de suas maiores adversidades. “Hoje passou a ser referência no mundo em produtividade, mas, em renda, infelizmente, o produtor rural tem perdido muito”, disse.

Caso eleito, afirmou que implantará “políticas estruturantes” para o setor.

“O Brasil produzia 60 milhões de toneladas de grãos e hoje produz 350 milhões de toneladas. No entanto, a parte do Estado, do governo, não avançou: logística, armazenagem, condições de insumos e linhas de crédito”, comparou.

Sobre as prioridades para o agronegócio em seu eventual governo, disse que “chamaria todas as entidades ligadas ao setor” para apresentar a realidade do Brasil.

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