Campanhas de candidatos já gastaram R$ 18,7 mi com pesquisas eleitorais
Descubra quais são os candidatos que mais aportaram na contratação de levantamentos
2026|Arthur Flavio, do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para orientar estratégias de marketing, avaliar a rejeição e ajustar os discursos de campanha, os candidatos que disputam as eleições de 2026 já declararam R$ 18,75 milhões em despesas com pesquisas e testes eleitorais. Os dados constam nas prestações de contas enviadas à Justiça Eleitoral e os rankings são de um levantamento do R7.
Vale ressaltar que parte das pesquisas é paga diretamente pelos partidos e não aparece nas bases de gastos de candidatos.
Os maiores investimentos em levantamentos de opinião estão concentrados nas campanhas à Presidência da República. O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já gastou mais de R$ 1,5 milhão com pesquisas. Seu maior adversário no pleito, Flávio Bolsonaro (PL), gastou por volta de R$ 866 mil. Nenhum outro candidato à presidência aparece no top 10 que mais gastaram.
Embora os candidatos à presidência liderem o ranking, o cargo que mais investiu em pesquisas foram os deputados federais, com mais de R$ 6 milhões gastos, embora, proporcionalmente, o candidato à presidência tenha gasto mais.
Confira a lista de candidatos que mais gastaram na categoria:
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — Presidente: R$ 1,5 milhão;
- Maria do Carmo Seffair (PL) — Governador (AM): R$ 873,5 mil;
- Flávio Bolsonaro (PL) — Presidente: R$ 866,6 mil;
- Sergio Moro (PL) — Governador (PR): R$ 705,6 mil;
- Cristina Graeml (PSD) — Senadora (PR): R$ 500 mil;
- André Abdon (PP) — Deputado Federal (AP): R$ 480 mil;
- Marconi Perillo (PSDB) — Governador (GO): R$ 470 mil;
- Gabriel Souza (MDB) — Governador (RS): R$ 450 mil;
- Flávio Roscoe (PL) — Governador (MG): R$ 430 mil;
- Juliana Brizola (PDT) — Governadora (RS): R$ 419,00 mil.
PL e PT lideram
No recorte por legendas, os candidatos do PL lideram com folga os aportes em levantamentos de opinião, somando R$ 5,79 milhões (cerca de 30,9% de todo o valor declarado na categoria). Em seguida aparecem o PT, com R$ 2,30 milhões (12,3%), o PP (Progressistas), com R$ 2,02 milhões (10,8%), e o PSD, com R$ 1,44 milhão (7,7%). Juntas, as quatro siglas respondem por mais de 60% do montante total gasto pelas legendas para medir a intenção de voto do eleitorado no país.
Paraná e Paraíba se destacam
Considerando o somatório das despesas por unidade da federação, os gastos de âmbito nacional (Presidência) lideram com R$ 2,40 milhões. Entre os estados, o Paraná sobressai no topo do ranking:
- Âmbito Nacional : R$ 2,40 milhões;
- Paraná (PR): R$ 1,91 milhão;
- Paraíba (PB): R$ 1,42 milhão;
- Rio Grande do Sul (RS): R$ 1,36 milhão;
- Pernambuco (PE): R$ 1,23 milhão;
- Minas Gerais (MG): R$ 1,06 milhão.
Perfil dos contratos
Diferente de outras categorias que possuem contratações altamente pulverizadas e de menor valor, as pesquisas e testes eleitorais concentram tíquetes médios mais elevados devido à complexidade técnica e amostragem dos levantamentos.
A média por contratação registrada na categoria é de R$ 80,84 mil, enquanto metade dos lançamentos possui valor igual ou superior a R$ 35,55 mil.
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