Cury evita dizer quem pretende indicar para Ministério da Fazenda
Candidato do Avante afirma que tem conversas com Mansueto Almeida e Marcos Lisboa, mas não aponta favorito
2026|Do Estadão Conteúdo
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O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta quinta-feira, 10, que ainda não pode dizer quem escolheria para comandar o Ministério da Fazenda em um eventual governo seu. Segundo ele, há conversas em andamento com nomes conhecidos do mercado, mas sem compromissos fechados.
“Eu não posso falar agora, sabe por quê? Porque nós temos conversas e eles estão comprometidos”, afirmou Cury durante encontro na Genial Investimentos, em São Paulo.
Ao ser questionado sobre os economistas que já havia citado, o candidato voltou a dizer que teve conversas com Mansueto Almeida e Marcos Lisboa e disse que pretende conversar com Armínio Fraga. Cury afirmou que mantém diálogo com diferentes nomes, mas evitou apontar um favorito para a Fazenda. “Eu estou conversando com vários”, disse.
Na mesma resposta, Cury afirmou que uma eventual composição de governo dependeria dessas conversas e voltou a dizer que busca reunir especialistas para a equipe econômica.
Indicação ao Supremo
O presidenciável do Avante também defendeu mudanças no modelo de escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que, no cenário ideal, o presidente da República nem participaria da indicação.
Para Cury, a seleção deveria partir de uma lista formada por nomes indicados por entidades da magistratura, do Ministério Público e da advocacia. Na fala, citou a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Quadro fiscal
Durante a agenda desta quinta-feira, Cury afirmou ainda que considera “altíssima” a irresponsabilidade fiscal do governo e disse que, diante do quadro das contas públicas, não vê espaço para prometer equilíbrio imediato em um eventual mandato.
Questionado sobre como pretende conciliar redução da dívida pública e da carga tributária com programas sociais, crédito e investimentos, Cury afirmou que o próximo ano deverá exigir medidas difíceis.
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