De tarifa zero a ampliar o metrô: como candidatos ao GDF querem mudar o transporte público
Promessas incluem novas linhas de metrô, revisão de tarifas e medidas para reduzir o tempo de deslocamento
2026|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Os planos de governo dos principais candidatos ao Governo do Distrito Federal apresentam propostas distintas para o transporte de passageiros e a mobilidade urbana. As medidas incluem expansão da rede de metrô e VLT, criação de novos corredores de BRT, integração com municípios do Entorno, revisão de tarifas e programas de gratuidade, além do uso de tecnologia para melhorar o trânsito.
As propostas dos seis candidatos analisados — Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Kiko Caputo (Novo) e Paula Belmonte (PSDB) — também tratam de questões como acessibilidade, segurança nos deslocamentos, eletrificação da frota e reorganização das linhas de ônibus.
Veja a seguir o que cada candidato prevê para a área.
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Celina Leão (PP)
A governadora e candidata à reeleição concentra suas propostas na expansão dos sistemas sobre trilhos e na criação de gratuidades direcionadas. O plano prevê o programa Tarifa Zero, voltado à população de baixa renda, além do chamado DF nos Trilhos, uma carteira de investimentos em transportes de média e alta capacidade que deve priorizar projetos de maior viabilidade e impacto na redução do tempo de viagem.
A candidata também promete concluir a expansão da Linha 1 do Metrô, com quatro novas estações em Samambaia e Ceilândia, e prevê a implantação da Linha 2 para o Gama.
O plano ainda propõe fortalecer a integração entre ônibus, trilhos, bicicletas e outros modais, com requalificação e ampliação de terminais e pontos de parada.
Para a região do Entorno, Celina prevê articulação com a União, Goiás e municípios da RIDE-DF (Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno) para integrar tarifas e bilhetagem, além de trabalhar pela implantação do trem regional Brasília-Luziânia. Entre outras medidas, estão o anel viário do DF e o programa Rotas Acessíveis, para recuperação de calçadas e ciclovias conectadas aos terminais.
O governo atuará para reduzir o tempo de deslocamento, melhorar a qualidade do transporte público e oferecer alternativas seguras, acessíveis, integradas e sustentáveis. A estratégia priorizará a expansão planejada dos sistemas de média e alta capacidade, a integração com os municípios da região do Entorno e a qualificação do transporte por ônibus.
José Roberto Arruda (PSD)
O plano de José Roberto Arruda aposta na ampliação das redes ferroviárias e na integração dos diferentes sistemas de transporte.
Para o metrô, propõe a Linha 2, para Gama e Santa Maria, além de uma segunda ligação partindo de Recanto das Emas e Riacho Fundo em direção ao Núcleo Bandeirante, seguindo posteriormente para a Rodoferroviária, o Palácio do Buriti e a Praça dos Três Poderes.
Também prevê a implantação do VLT entre o Aeroporto e o Noroeste, passando pelas W3 e pelos setores Comercial e Hoteleiro, com integração ao metrô e ao BRT nos Terminais Asa Sul e Norte.
O candidato também propõe dois grandes sistemas de BRT. O BRT Norte ligaria Arapoanga, Planaltina e Sobradinho ao Plano Piloto, enquanto o BRT Leste conectaria São Sebastião, Itapoã e Paranoá.
No Entorno, prevê metrôs regionais para Águas Lindas e Luziânia, além de tarifa única metropolitana, bilhetagem unificada e passe estudantil.
O plano inclui ainda o corredor Interbairros, o Anel Viário Metropolitano, requalificação de terminais e monitoramento inteligente dentro de ônibus, trens e paradas.
Nossa proposta parte de uma visão integrada. O planejamento da mobilidade será coordenado com as políticas de desenvolvimento urbano, habitação, educação, saúde e desenvolvimento econômico. A IA e as tecnologias digitais apoiarão essa transformação, permitindo monitoramento em tempo real, planejamento preditivo, integração tarifária e gestão inteligente do tráfego.
Leandro Grass (PT)
Leandro Grass apresenta a tarifa zero como uma das principais propostas para o transporte público. O Passe Livre DF prevê a implantação gratuita do sistema de maneira progressiva, gradual e sustentável, com fontes de custeio estáveis e ampliação de linhas e horários nas regiões periféricas. O plano também promete garantir ônibus depois das 22h e criar o programa Parada Segura, que permitiria a mulheres e idosos desembarcar à noite fora dos pontos oficiais.
Na infraestrutura, Grass propõe iniciar a execução de uma rede estrutural de quase 400 quilômetros, formada por VLT, BRT e metrô, utilizando recursos já reservados pelo Novo PAC. O plano prevê expansão do metrô em Samambaia e Ceilândia, uma primeira estação na Asa Norte até o HRAN (Hospital Regional da Asa Norte), aquisição de novos trens e retomada do VLT na W3 e no Eixo Aeroporto.
Também estão previstas linhas de BRT nos eixos Norte, Oeste e Sudoeste, ônibus elétricos de alta capacidade, trens para Águas Lindas e Luziânia e linhas circulares para conectar áreas periféricas à rede de alta capacidade. O candidato ainda propõe medidas de segurança para os trajetos e semáforos adaptativos para priorizar o transporte público.
Quem mora na periferia perde horas de vida todo dia no caminho para o centro, tempo roubado da família, do descanso, do lazer, da vida. É tempo de devolver esse tempo, com o ônibus depois das 22h, o avanço dos estudos e da captação de recursos para levar o metrô à Asa Norte, o corredor seguro e iluminado, a cidade que aproxima o emprego da casa para o trabalhador não precisar atravessar o DF inteiro.
Ricardo Cappelli (PSB)
Ricardo Cappelli coloca a redução do tempo de deslocamento no centro de sua proposta. O programa de governo dele prevê a reorganização de linhas, corredores e conexões de transporte público para perseguir uma meta máxima de 1 hora de deslocamento em trajetos definidos tecnicamente entre terminais, rodoviárias e polos de serviços e emprego.
O candidato também promete iniciar a estruturação técnica de uma solução de metrô de alta capacidade entre Gama e Santa Maria, integrada ao Expresso Sul, e implantar o Expresso Norte, com ônibus expresso ou BRT pela BR-020 para atender Planaltina, Sobradinho, Arapoanga, Mestre d’Armas e condomínios da região.
Na rede já existente, Cappelli promete retomar e concluir a expansão do metrô em Samambaia e tirar do papel o projeto de expansão para Ceilândia. O plano também prevê apoio à implementação do aplicativo Bora DF, gerenciado por uma cooperativa de motoristas, com taxas menores para os condutores e tarifas mais baixas para passageiros, além de pontos de apoio para motoristas de aplicativos.
Outra proposta é uma auditoria operacional completa do sistema de mobilidade, com publicação de informações sobre frota, intervalos, contratos e obras.
A estratégia do governo será combinar obras estruturantes de alta capacidade com reorganização imediata da operação. Metrô e BRT serão tratados como espinha dorsal. Linhas alimentadoras reduzirão o tempo de acesso às estações e terminais. O programa “Até 1 Hora” orientará metas de tempo nos principais corredores.
Kiko Caputo (Novo)
Kiko Caputo propõe uma reorganização da rede de transporte baseada na conexão direta entre regiões administrativas e no uso de dados e tecnologia. O candidato promete buscar condições para oferecer transporte público gratuito a desempregados cadastrados nas Agências do Trabalhador que estejam se deslocando para entrevistas, processos seletivos ou cursos de qualificação.
Caputo também prevê reorganizar as linhas de ônibus para ampliar as conexões entre regiões do Oeste, Sul e Leste e reduzir deslocamentos desnecessários em direção ao centro.
O plano inclui uma revisão técnica dos custos do transporte e auditorias nos contratos e subsídios, com o objetivo de reduzir o valor pago pelos usuários sem perder qualidade. Caputo também promete expandir a rede de metrô para as regiões Oeste e Sul e avançar na viabilização do Trem Intercidades Brasília-Luziânia.
Entre outras medidas estão a construção da Segunda Ponte do Lago Norte, novas Estradas Parque, a eletrificação gradual da frota pública e dos ônibus coletivos e a ampliação de pontos de recarga para carros elétricos. Para o trânsito, propõe um sistema inteligente baseado em inteligência artificial para ajustar semáforos em tempo real.
Quem depende do transporte coletivo merece chegar mais rápido ao trabalho, à escola, aos serviços públicos e voltar mais cedo para casa. Reestruturaremos, modernizaremos e ampliaremos o sistema de transporte coletivo do Distrito Federal, fortalecendo a integração entre ônibus, BRT, metrô e demais modais, reorganizando linhas troncais, alimentadoras, circulares e inter-regionais, modernizando a frota, qualificando terminais, aperfeiçoando o Bilhete Único e ampliando a integração tarifária e operacional, inclusive com os municípios da RIDE.
Paula Belmonte (PSDB)
Paula Belmonte propõe uma política de mobilidade centrada na chamada Jornada Única do Usuário, considerando o deslocamento desde a porta de casa até o destino final. A proposta prevê integrar calçadas, acessibilidade, iluminação, pontos de ônibus e conexões entre os diferentes modais.
O plano também coloca o metrô como principal eixo para viagens de longa distância, com expansão e fortalecimento do sistema, renovação dos trens e redução do intervalo entre as viagens.
A candidata defende ainda a unificação do sistema de bilhetagem para ônibus, BRT, metrô e novos modais. Além disso, propõe integrar bicicletas e patinetes compartilhados, bicicletários nos terminais e calçadas acessíveis.
O plano prevê regulamentar o uso de faixas exclusivas por veículos de aplicativos e revisar contratos e gastos públicos. Entre as medidas estão uma auditoria independente da concessão da Rodoviária do Plano Piloto e a revisão dos contratos das bacias de ônibus e dos subsídios.
A candidata também propõe incluir no planejamento do DF os deslocamentos diários de cerca de 250 mil pessoas da região metropolitana do Entorno.
O compromisso é fazer da mobilidade um instrumento de cuidado: menos tempo esperando, menos tempo no trânsito e mais tempo para a vida. Utilizar a tecnologia para facilitar a vida do usuário será uma premissa da gestão. Ampliar a disponibilidade de internet e garantir informações em tempo real sobre rotas, horários e linhas.
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