Exclusivo ao R7: Ricardo Salles quer rigidez contra lavagem de dinheiro e idade mínima de 60 anos para STF
Candidato ao Senado por São Paulo propõe medidas para combater organizações criminosas e sugere mudanças no Supremo
2026|Marcelo Tuvuca, do R7
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Ricardo Salles (Novo), candidato ao Senado por São Paulo, propõe endurecer a legislação contra a lavagem de dinheiro como forma de combater a infiltração do crime organizado em setores como transportes, combustíveis e serviços financeiros.
Em entrevista ao R7, o candidato afirma que o principal caminho para bloquear a atividade criminosa é “naquilo que mais lhe importa: o bolso”.
Por isso, segundo ele, o Congresso deve “endurecer muito” as leis para punir a prática.
O candidato afirma ainda que é preciso ampliar o cruzamento de informações para identificar empresas usadas por facções para lavar dinheiro.
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Idade mínima de 60 anos para ministros do STF
Questionado sobre os pedidos de impeachment contra ministros apresentados no Senado e mudanças no funcionamento do Supremo Tribunal Federal, como criação de mandatos para ministros, o candidato disse apoiar que os indicados à corte tenham pelo menos 60 anos.
Hoje, a Constituição estabelece idade mínima de 35.
“Ao colocar 60 anos, você automaticamente está estipulando um mandato. Como o limite máximo de permanência de idade é 75 anos, você já está dizendo, subliminarmente, que o ministro tem 15 anos de mandato. Se ele entrar com 61, ele tem 14 anos de mandato, e assim sucessivamente”, propõe.
Abertura de pedido de impeachment
Salles também citou duas propostas de mudança estrutural que afetariam o Supremo: ampliar as restrições às “decisões monocráticas” dos ministros e acabar com a prerrogativa exclusiva do presidente do Senado em pautar ou arquivar pedidos de impeachment contra integrantes da corte.
“Tem que haver um redesenho do regimento interno do tribunal e, eventualmente, da Lei Orgânica da Magistratura, para que as decisões monocráticas sejam exceção, e que sejam imediatamente colocadas sob escrutínio da turma ou do plenário, dependendo da matéria”, diz ele.
Para o candidato, o presidente do Senado não pode ter “a decisão uníssona” sobre abrir ou não um processo de investigação de crime de responsabilidade contra um ministro do Supremo.
“O Senado é um órgão colegiado por excelência e, consequentemente, você não pode ter tanto poder.”
Segundo ele, se o pedido de impeachment reunir os requisitos necessários – “o número de assinaturas mínimas e um caso concreto a ser investigado” –, o presidente do Senado deveria ser obrigado a abrir o processo de averiguação.
“Ainda que você altere o rito em algum momento, para que a quantidade de assinaturas mínimas seja um pouco maior”, diz ele.
“Se você tiver pedidos de averiguação ou de investigação com as assinaturas mínimas necessárias, o Senado deveria fazer, no mínimo, uma análise preliminar. Poderia ter uma fase de análise de admissibilidade e, aí sim, o processo avançar”, conclui Ricardo Salles.
Assista na íntegra à entrevista de Ricardo Salles à RECORD NEWS:
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