Exclusivo ao R7: Simone Tebet defende coordenação nacional para combater o crime organizado
Candidata ao Senado por SP cita PEC da Segurança e Operação Carbono Oculto como exemplos de integração
2026|Guilherme Fagundes, do R7
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Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, defende uma atuação coordenada entre União, estados e órgãos de segurança pública para combater a expansão do crime organizado em setores da economia legal.
Em entrevista exclusiva ao R7, a candidata afirma que as facções deixaram de representar um problema restrito aos estados e passaram a atuar em nível transnacional. Para Simone Tebet, o crime organizado deixou de respeitar as fronteiras estaduais ou nacionais, o que exige um programa de coordenação que envolva forças nacionais, a Polícia Federal em coordenação com as polícias militares, a Polícia Civil e o Ministério Público.
Tebet defende a aprovação da PEC da Segurança, que, segundo ela, garantiria essa coordenação sem retirar autonomia dos governadores.
“O crime organizado hoje, ele não respeita fronteiras, nem de estados, nem de país. Desta forma, o único jeito é os governadores entenderem que a PEC da Segurança não vai tirar poder dos governadores, sejam eles quais forem”, afirma a candidata.
Além da integração das forças de segurança, Tebet diz que atingir a estrutura financeira é fundamental para impedir o avanço das facções. Segundo a candidata, prender apenas os bandidos que executam os crimes nas ruas não é suficiente para desarticular as organizações criminosas.
“Só tem uma forma de combater: é sufocando o dinheiro no andar de cima, sufocando o dinheiro dos chefes do crime organizado, que são aqueles que põem arma na mão do bandido”, diz Simone Tebet.
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Para combater a movimentação financeira e o envolvimento dos grupos criminosos na economia legal, a candidata do PSB diz que é fundamental a participação da Receita Federal.
Tebet destacou a Operação Carbono Oculto como exemplo de atuação conjunta que pode combater a parte financeira das facções.
“O crime organizado não está só no tráfico de armas, de drogas, na bebida batizada, no cigarro contrabandeado: ele está dentro das atividades lícitas, dos setores de serviços, da internet, do combustível. A gente sufoca o dinheiro (dos criminosos) dando autonomia absoluta e participação direta da Receita Federal”, conclui Tebet.
Mandato de 12 anos no STF
Simone Tebet afirma que defende leis que alteram algumas regras do STF (Supremo Tribunal Federal), como o fim da vitaliciedade, idade mínima para ocupar o cargo e mandato de 12 anos. A candidata cita que foi coautora de uma PEC sobre decisões monocráticas quando foi senadora por Mato Grosso do Sul.
“Eu já votei na Comissão de Constituição e Justiça, quando fui senadora, acabando com a vitaliciedade de ministros do Supremo, estabelecendo mandato de 12 anos, com idade mínima”, diz a candidata.
Assista à íntegra da entrevista de Simone Tebet à RECORD NEWS:
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