Lula diz que atos de Lulinha são ilações e que está ‘muito tranquilo’ com efeitos na campanha
Presidente afirmou que filho terá que provar inocência, mas que responderá caso tenha cometido algum ato ilícito
2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (27) que está “muito tranquilo” em relação aos possíveis efeitos das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na campanha eleitoral. Lula classificou como “ilações” os indícios reunidos pela Polícia Federal e disse acreditar que o empresário será inocentado.
“Não tem nenhuma acusação, são ilações tiradas de telefonemas. Eu conheço isso muito bem porque já vivi isso”, afirmou o presidente, em referência às investigações da Operação Lava Jato.
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Segundo Lula, caso o filho tenha cometido algum crime, deverá responder como qualquer outro cidadão, sem ser beneficiado pela relação familiar com o presidente da República. “Se ele errou, ele pagará. Não tem outro jeito. Ele não será protegido por ser meu filho. Ele sabe o que tem que fazer. Ele tem que provar a inocência dele, e eu tenho certeza de que ele vai ser inocente.”
Lula também afirmou que não pretende interferir nas investigações da Polícia Federal para proteger o filho. O presidente citou mudanças promovidas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro na estrutura da corporação e disse que não fará movimentos semelhantes para impedir o avanço das apurações.
“A Polícia Federal está investigando e está vazando as coisas para a imprensa. Espero que aconteça o julgamento”, afirmou.
Durante sabatina promovida pela TV Globo, Lula disse que, se for necessário prestar depoimento, Lulinha deverá comparecer às autoridades e participar dos inquéritos. “Se ele for culpado, pagará o preço. Se não for, será inocentado”, disse.
Lulinha é alvo de investigações da Polícia Federal que apuram uma possível atuação para favorecer interesses do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais personagens do esquema de descontos indevidos aplicados sobre benefícios de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A relação de Lulinha com o caso envolve a lobista Roberta Luchsinger, que mantém vínculos com o Careca do INSS. A PF investiga se o filho do presidente utilizou sua influência e seus contatos para intermediar interesses relacionados a contratos e negócios no governo.
Durante a sabatina, Lula afirmou que não é responsável por conduzir a investigação nem por decidir sobre eventual responsabilização do filho. “Eu não sou do Ministério Público, não sou delegado, não sou juiz, sou presidente da República e pai do Fábio”, disse.
O presidente também comparou a situação enfrentada atualmente pelo filho com as acusações que sofreu durante a Lava Jato. Lula afirmou que a operação teria sido conduzida com o objetivo de impedir sua candidatura à Presidência em 2018 e disse que, na época, também buscou demonstrar sua inocência.
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