Nome de Patrus Ananias ganha força e conversa com Lula deve definir candidatura do PT em MG
Deputado federal se tornou a bola da vez para encabeçar a chapa do partido ao Executivo mineiro
2026|Do Estadão Conteúdo
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O deputado federal Patrus Ananias (PT) se tornou a bola da vez para encabeçar a chapa do partido ao governo de Minas Gerais. Desde que foi citado como opção em uma reunião com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início da semana, as conversas avançaram e agora a definição depende de uma conversa direta do presidente com o parlamentar.
Embora o martelo não esteja totalmente batido, integrantes do PT afirmam nos bastidores que Patrus, hoje, é o favorito. Na quinta-feira (9), o presidente da sigla, Edinho Silva (PT), ligou para o deputado para sondá-lo sobre uma conversa com Lula.
Segundo apurou o Estadão, Patrus topou conversar com o presidente para discutir a candidatura ao Executivo — no momento da ligação, ele estava no Norte do estado, onde cumpre agendas da pré-campanha a deputado.
A expectativa é de que o encontro com Lula ocorra a partir da próxima terça-feira (14), quando o deputado federal retorna a Brasília.
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Segundo aliados, além da discussão eleitoral, Patrus levará ao presidente o projeto de lei de sua autoria que transforma o Cefet-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais) na UTFMG (Universidade Tecnológica Federal de Minas Gerais). A proposta foi aprovada há poucos dias pelo Senado e agora depende da sanção presidencial para virar lei.
A assessoria de imprensa de Patrus disse, em nota, que ele “foi procurado pela direção nacional do PT para avaliar a possibilidade de assumir a candidatura ao governo de Minas Gerais, em sintonia com o projeto político nacional”.
“O deputado entende que tal desdobramento deveria ser discutido diretamente com o presidente Lula, o que até o momento não ocorreu, além das instâncias partidárias estadual e nacional”, finaliza o texto.
Na ligação, Edinho disse a Patrus que, em pesquisas internas, ele tem uma pontuação próxima da de Marília Campos (PT). A ex-prefeita de Contagem havia se tornado a primeira opção do partido após o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) recusar o convite de Lula para ser candidato a governador.
Marília, no entanto, resistiu à pressão de Lula e de quadros do PT mineiro e optou por manter-se como pré-candidata ao Senado. No processo, defendeu que o partido apoiasse o ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares (PSB), ou o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB).
O PT, contudo, insistiu na tese da candidatura própria, contexto em que o nome de Patrus Ananias ganhou força. O deputado era ministro do Desenvolvimento Social quando o Bolsa Família, uma das principais marcas da gestão petista, foi implementado durante o primeiro governo de Lula. Ele também foi prefeito da capital mineira na década de 1990.
Não é apenas o PT que enfrenta dificuldades para fechar o palanque em Minas Gerais. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aposta no senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que já adiou sucessivas vezes o anúncio da candidatura. Ele havia prometido decidir após o fim da Copa do Mundo, que termina no próximo dia 19. Porém, em um discurso no Senado, Cleitinho cogitou deixar a decisão para agosto, próximo do prazo final para registrar a candidatura.
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