Tarcísio critica condução econômica do país e defende mudança na Presidência
Candidato à reeleição, Tarcísio disse que possível alinhamento com Governo Federal deve ajudar São Paulo
2026|Do Estadão Conteúdo
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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou neste sábado (22) a condução econômica do país. O candidato realizou uma agenda de campanha e visitou a Usina Pedreira, na capital paulista.
“O Brasil está indo mal. Estamos muito preocupados com a situação do país, sobretudo a situação fiscal, que está afetando empresas e pessoas. Temos 80 milhões de brasileiros endividados e 9 milhões de empresas endividadas”, afirmou, citando gigantes do varejo em dificuldade de rolagem de dívidas. “A gente fica sem saber para onde o Brasil está caminhando. A gente está vendo uma mudança de perfil do Brasil encurtando”, mencionou.
Para Tarcísio, o país pode entrar em processo de desaceleração econômica e “até mesmo recessão”. “Por isso, defendemos que tem de haver mudança”, apontou.
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Ele defendeu ainda que um eventual alinhamento entre o governo federal e o governo paulista, caso ele seja reeleito e Flávio Bolsonaro eleito, pode gerar benefícios a São Paulo. “Temos um alinhamento muito forte hoje com a Prefeitura de São Paulo e isso ajuda muito. [Temos um] alinhamento com a maioria das prefeituras e, claro, trabalhamos com as prefeituras, independentemente da coloração partidária”.
O governador afirmou ainda que o país tem uma série de desafios, sobre os quais é necessário construir consenso em torno de alguns temas. “O cidadão demanda uma direção que a gente vai tomar, qual é o plano para o Brasil. É necessário que a gente tenha capacidade de construir consenso em torno de alguns temas que são importantes”, defendeu.
Debates
Tarcísio de Freitas afirmou ainda que acredita que a ausência do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial, promovido pela Band e Estadão, que será realizado amanhã, é estratégia eleitoral.
“Eu gostaria de vê-los. Acho que isso é uma questão de estratégia eleitoral, tem a ver com a posição na pesquisa e cada grupo acaba definindo qual a melhor estratégia”, disse Tarcísio.
“Cada candidatura tem a sua estratégia em função da posição das pesquisas e temos que observar isso. Tem uma questão de pragmatismo envolvida nessas decisões”, acrescentou.
Sobre as pesquisas de intenção de voto que apontam Tarcísio à frente na disputa pelo governo paulista, o governador comentou que as pesquisas são uma “fotografia”. “A pesquisa é um termômetro, aponta para o que está acontecendo, mas é uma fotografia, uma situação de momento e sabemos que podem mudar”, destacou, citando estratégia de campanha de fazer um balanço da gestão à população paulista. “A gente vai procurar mostrar isso e convencer que temos um caminho muito legal para seguir para frente.”
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