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Zema defende privatização de empresas, redução dos juros e flexibilização da CLT

Em entrevista à RECORD, candidato disse não ter ‘rabo preso’ em crise institucional do país e que vai levar candidatura até o final

2026|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Romeu Zema defende a redução da taxa de juros para combater a precarização da renda dos brasileiros.
  • O candidato apoia a privatização de empresas, mas ressalta que escolas, saúde e polícia permanecerão sob responsabilidade do Estado.
  • Zema propõe a flexibilização da CLT, permitindo que trabalhadores ampliem a carga horária de trabalho se desejarem.
  • O candidato planeja criar uma poupança para recém-nascidos, financiada por cortes na corrupção, com o objetivo de fomentar a cultura de poupança no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

ZEMA
Zema deu entrevista à RECORD no Domingo Espetacular Reprodução/Record

O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, defendeu, em entrevista exclusiva à RECORD neste domingo (6), a queda da taxa de juros para o combate à precarização de renda dos brasileiros.

“Um país que tem uma taxa de juros básica de 14%, onde qualquer um que queira fazer um empréstimo consignado vai pagar 25%, 30% ao ano, já está assaltando o trabalhador. A maioria dos trabalhadores, na hora que vai comprar um celular, uma moto, um carro, faz isso financiado. Taxa de juros lá em cima, prestação nas alturas. O trabalhador já está sendo assaltado. Por isso que eu falo, reduzir a taxa de juros é o principal. E com corte nos gastos, dá para fazer”.


Questionado sobre a agenda de desestatização, uma das principais bandeiras de Zema como ex-governador de Minas Gerais, Zema afirmou: “Eu defendo a privatização de empresas. Vale lembrar que nós nunca vamos privatizar escolas, saúde, polícia; isso é atribuição do Estado. Nós temos hoje, no Brasil, a maior produção, o maior salto de alimentos do mundo. E não temos a ‘Alimentobrás’ [referência a uma estatal de alimentos hipotética]. O setor privado faz muito melhor a parte empresarial do que o setor público”.

O ex-governador de Minas Gerais também afirmou que pretende manter a CLT, mas permitindo a ampliação da carga horária do trabalho. Zema falou ainda sobre a crise institucional do país, as facções criminosas e a criação de uma poupança para recém-nascidos financiada pela União.


Escala 6x1

Zema afirmou que, em seu eventual governo, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) seria mantida, mas sem criar impedimentos para o trabalhador que queira ampliar a carga horária semanal de trabalho.

“O que eu quero é que o brasileiro que já trabalha muito tenha o poder de decidir o quanto ele quer trabalhar, e não alguém lá de Brasília. Em um país sério, a pessoa fala: ‘Eu vou trabalhar 30, 40, 50 horas′. Quem quer ganhar mais, faz um contrato por mais horas. Vamos manter a CLT, que não permite esse tipo de flexibilidade, mas eu quero ter essa opção para o trabalhador”, disse o candidato.


Crise institucional

Em relação à crise institucional vivida pelo Brasil, Zema disse que, caso seja eleito, vai manter o tom crítico às instituições adotado na campanha: “Vou continuar. Eu falo que eu não tenho o rabo preso. Tem muitos concorrentes aí que têm. Eu quero ser um presidente que mude essa situação”.

O candidato disse ainda que não houve “falcatrua” durante o seu mandato no governo de Minas Gerais.


“Eu fui governador por sete anos e meio. Perto de mim não teve falcatrua. E tudo o que teve, eu falei: ‘Puna os culpados, investigue a fundo’. É disso que o Brasil precisa.”

Crime organizado

O candidato disse que vai enquadrar facções como organizações terroristas, aumentar penas e restringir visitas aos condenados por crime organizado.

Poupança para recém-nascidos

Zema disse que, na Presidência, pretende abrir uma poupança com aporte inicial de R$ 1.000 em nome de cada recém-nascido no país.

A proposta está prevista em seu plano de governo com o nome de ‘Programa Sócios do Brasil’, e prevê um depósito que renderia por 18 anos, até que o brasileiro atinja a maioridade e tenha acesso ao montante. A ideia, segundo o ex-governador de Minas Gerais, é fomentar a cultura de poupança entre os brasileiros.

Quando questionado de onde viriam os recursos, já que o plano exigiria um aporte de aproximadamente R$ 2,5 bilhões ao ano no orçamento da União, Zema afirmou: “1% da corrupção que a gente enxugar já dá para fazer isso aí.”

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